Banda sueca mostra o peso de seu legado e sua força no Brasil com show impecável
Fotos por Rapha Garcia @raphagarcia e MHermesArts
Três anos após sua última passagem pelo Brasil, o In Flames retornou ao país como um dos headliners do dia 25 do Bangers Open Air. Os suecos, hoje um dos pilares do death metal melódico, mostraram que merecem o título de headliner ao entregar um show extremamente bem executado e sem espaço para ressalvas.
Mesmo sem lançar um disco de inéditas nos últimos três anos, o repertório do In Flames segue sólido e sendo um dos principais pontos positivos de seus shows. Apesar de ignorar os primórdios de sua carreira, o que pode acabar desagradando alguns fãs mais nostálgicos, a banda sabe equilibrar os melhores pontos de sua trajetória, construindo um setlist que já começa forte e vai ganhando ainda mais potência ao longo da performance.
A abertura com “Pinball Map” deu um vislumbre do que o público iria encontrar na apresentação, equilibrando peso, agressividade e melodia. A maior parte do repertório se sustentou no álbum Foregone, trabalho mais recente do grupo, lançado em 2023. Mas a escolha das faixas, que percorreram quase toda a carreira da banda a partir do ano 2000, deixou de lado apenas os álbuns Siren Charms (2014) e Battles (2016), que são obras pouco marcantes na trajetória do In Flames.
Apesar do setlist bem selecionado, o público foi se animando ao longo do show, entrando em total sintonia com a banda mais perto do meio da apresentação. Momentos como “A Quiet Place” e “Trigger” evidenciaram essa troca entre o grupo e seus fãs. O vocalista Anders Fridén demonstrou várias vezes a sua gratidão ao público e festival, ressaltando o privilégio de ser headliner de um grande festival como o Bangers Open Air no Brasil.
O In Flames não se apoia em pirotecnias, telões ou outros tipos de adereços; sustenta-se com uma iluminação mais intimista e na competência e segurança de seus integrantes. O simpático vocalista Anders Fridén, o guitarrista Björn Gelotte (os únicos membros fixos desde 1995), o guitarrista Chris Broderick, o baixista Liam Wilson e o baterista Jon Rice são mais do que suficiente para entregar um show impecável e poderoso.
Já na reta final do show, a seleção de músicas fez o público vibrar, cantar junto e, em alguns momentos, se tornar o protagonista do show. Os mosh pits ficaram mais intensos com a sequência “Only for the Week”, “Meet Your Maker”, “State of Slow Decay” e a catártica “Alias”. A trinca final com “The Mirror’s Truth”, que contou até mesmo com sinalizador no mosh pit, “I am Above” e a clássica “Take This Life”, foram o ápice da apresentação, reforçando o peso do legado do In Flames e a relevância da banda dentro do metal.
O In Flames se mostrou seguro em sua posição de headliner, consciente de seu tamanho no Brasil e da forte relação que construiu com seus fãs ao longo dos anos, que fizeram questão de homenagear o grupo com os “olê olê olê”, que toda banda sonha em ouvir, mas nem sempre conseguem. Ao entregar um dos melhores shows da edição 2026 do Bangers Open Air, a banda escreveu mais um capítulo de respeito em sua história.
In Flames – Bangers Open Air 25/04/2026
01 – Pinball Map
02 – The Great Deceiver
03 – Deliver Us
04 – The Quiet Place
05 – In the Dark
06 – Voices
07 – Cloud Connected
08 – Trigger
09 – Only for the Weak
10 – Meet Your Maker
11 – State of Slow Decay
12 – Alias
13 – The Mirror’s Truth
14 – I Am Above
15 – Take This Life







