Com repertório focado no Kamelot, Roy Khan transforma o passado em destaque no festival
Fotos por Gui Urban (@guiurban) e Marcos Hermes – MHermes Arts
Os fãs de power metal encontraram seu lugar no palco Sun Stage no segundo dia do Bangers Open Air. A apresentação de Roy Khan trouxe um peso nostálgico para os fãs do Kamelot, já que seu repertório foi calcado no período em que era vocalista da banda. Atualmente focado em sua carreira solo e em suas atividades com o Conception, Roy aproveitou a sua passagem pelo festival para revisitar o passado, encontrando o carinho e a devoção dos fãs de longa data.
Assim como no show que fez na pré-party do Bangers Open Air, a apresentação de Roy Khan contou com um tempero extra: o apoio dos integrantes da Seven Spires, grupo que vem ganhando destaque no metal e que também integrava o line-up do festival, além dos brasileiros Fábio Caldeira e Juliana Rossi nos backing vocals. Essa formação funcionou muito bem e trouxe uma dinâmica interessante para o palco.
“When the Lights Are Down” foi a responsável por abrir o set. O clássico do icônico álbum The Black Halo (2005) deixou o público emocionado logo nos primeiros acordes, com os fãs cantando junto com Roy Khan toda a canção. A cantoria da plateia foi algo que marcou toda a apresentação, reforçando a conexão do legado do vocalista com cada um dos presentes no palco Sun Stage, que enfrentaram o calor intenso com alegria para ver seu ídolo.
Roy Khan não parava de sorrir diante da resposta calorosa do público, deixando clara sua felicidade e fazendo questão de reforçar, em diversos momentos, o carinho especial que nutre pelo Brasil. O show seguiu carregado de intensidade emocional, aliado à teatralidade que um grande espetáculo de power metal exige. Seguro e confiante, o vocalista conduziu a apresentação com naturalidade, quase como um maestro, sabendo exatamente quando interagir e quando deixar a música falar por si. Esse equilíbrio evitou qualquer sensação de espetáculo protocolar, mantendo a performance envolvente do início ao fim.
“Center of the Universe” marcou o primeiro momento a contar com a participação de Adrienne Cowan, vocalista do Seven Spires. A química entre ela e Roy Khan funcionou perfeitamente, enriquecendo a performance e trazendo um frescor interessante para a faixa originalmente presente em Epica (2003). Na sequência, “The Haunting (Somewhere in Time)” e “Memento Mori” evidenciaram toda a capacidade vocal de Khan, consolidando um dos pontos mais altos e emocionantes da apresentação. Já na fase final do show, as canções “Forever” e “March of Mephisto” trouxeram novamente a participação de Adrienne Cowan, encerrando a performance com um tom épico.
Roy Khan dominou o Sun Stage com classe e competência, conduzindo a apresentação com a segurança de quem conhece profundamente o próprio legado. À frente de um repertório fortemente ligado ao Kamelot, o vocalista entregou um show ao mesmo tempo nostálgico e revitalizado, amparado por uma banda que soube valorizar cada nuance das composições. Mais do que revisitar clássicos, Khan reafirmou seu papel dentro do power metal, demonstrando também plena consciência do espaço que ocupa no coração do público brasileiro — um fator decisivo para transformar sua performance em um daqueles momentos destinados a permanecer na memória do festival.
Roy Khan – Bangers Open Air 26/04/2026
01 – When the Lights Are Down
02 – Soul Society
03 – Rule the World
04 – Center of the Universe (com Adrienne Cowan)
05 – The Haunting (Somewhere in Time)
06 – Memento Mori
07 – Forever (com Adrienne Cowan)
08 – Ghost Opera
09 – March of Mephisto (com Adrienne Cowan)










