Misturando metal e música eletrônica, Amaranthe entrega show carismático no Bangers

Com três vocalistas em perfeita sintonia, o Amaranthe conquistou o público do Hot Stage com sua  proposta pesada e dançante

Fotos por Rapha Garcia @raphagarcia e Marcos Hermes – MHermes Ar

O Amaranthe trouxe um contraste interessante com seu metal dançante em relação à sonoridade pesada do Nevermore, que deixava o palco Ice Stage. Misturando metal e música eletrônica, a banda de Gotemburgo agitou o público do segundo dia do Bangers Open Air, aliando sua sonoridade à dinâmica que envolve três vocalistas.

Divulgando seu sétimo lançamento, The Catalyst (2024), que reforça a fase madura que o grupo está vivendo, a apresentação do Amaranthe teve uma boa recepção do público que preenchia um dia mais voltado para o metal melódico.

A sinergia e o entrosamento entre os vocalistas Nils Molin, Elize Ryd e Mikael Sehlin são um dos pontos altos da performance. O vocal agressivo de Mikael contrasta perfeitamente com o tom limpo de Nils e a potência vocal de Elize, oferecendo uma alternância interessante nas músicas.

Apesar de usar bases pré-gravadas, o som do Amaranthe não deixou a desejar, e o guitarrista Olof Mörck, o baixista Johan Andreassen e o baterista Morten Løwe Sørensen também encontraram momentos para brilhar ao longo da apresentação.

Abrindo o show com a dobradinha “Fearless” e “Viral”, ambas do álbum Manifest (2020), já demonstraram qual seria o tom da apresentação. Para quem não conhecia o Amaranthe, ficaria claro ao final do show que o setlist não traria grandes variações de sonoridade.

Apesar da presença de palco engessada, a Amaranthe compensou com carisma de sobra, especialmente da vocalista Elize Ryd, que estava visivelmente contente de estar no palco. Com um calor que castigava todos os presentes no festival, a banda foi abandonando jaquetas, botas e capas de seu figurino — atitude necessária para diminuir o cansaço ao longo do tempo de apresentação.

O grupo aproveitou para tocar seu single mais recente, “Chaos Theory”, lançado em fevereiro, mostrando a qualidade de seu momento atual. “Amaranthine” deixou Elize Ryd sozinha no começo da canção, trazendo um momento mais delicado e intimista para o show. Já a poderosa “Call Out My Name” trouxe um fôlego extra antes de a banda deixar o palco.

Para o bis, o Amaranthe começou com “Archangel”, seguido por “That Song”, que contou com uma parte de “We Will Rock You”, do Queen. Para encerrar, os três vocalistas se reuniram na passarela do palco para cantar “Drop Dead Cynical”, finalizando a performance em grande estilo e com ótima resposta do público.

O Amaranthe trouxe um clima dançante para o Hot Stage, marcando positivamente sua passagem pelo Bangers Open Air. A banda mostrou seu carisma e conquistou o público, que estava aberto a ouvir sua mistura de metal e música eletrônica, além da dinâmica interessante entre seus três vocalistas.

Facilmente, um dos shows mais interessantes do segundo dia do festival.

Amaranthe – Bangers Open Air – 26/04/2026

01 – Fearless

02 – Viral

03 – Digital World

04 – Damnation Flame

05 – Maximize

06 – Strong

07 – PvP

08 – The Catalyst

09 – Chaos Theory

10 – Amaranthine

11 – The Nexus

12 – Call Out My Name

Bis:

13 – Archangel

14 – That Song

15 – Drop Dead Cynical

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About Luis Antonio

Publicitário, colecionador de discos, resenheiro, podcaster, editor, viciado em shows e devoto do Chino Moreno.Misturo Napalm Death e Justin Bieber na mesma playlist e sou entusiasta do nu metal até hoje.Você também me encontra no Podcore Podcast, Downstage, 4 Discos e Entre e Ouça!

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