Antes do show do Helloween: 10 discos essenciais para entender a banda

Da velocidade de “Walls of Jericho” aos gigantes e monstros da fase atual, Helloween construiu uma das discografias mais importantes do heavy metal. Reunimos dez álbuns fundamentais para conhecer a trajetória da banda antes do show em São Paulo.

Crédito: Mathias Bothor

Poucas bandas conseguiram transformar velocidade, melodia, vocais agudos, guitarras harmonizadas e refrões gigantescos em uma identidade tão reconhecível quanto o Helloween.

Formada em Hamburgo, na Alemanha, a banda atravessou quatro décadas de heavy metal passando por mudanças de formação, diferentes vocalistas, momentos de enorme popularidade, períodos turbulentos e, principalmente, uma capacidade impressionante de continuar olhando para frente sem abandonar completamente o passado.

Em 2026, essa história chega novamente aos palcos brasileiros. O Helloween apresenta em São Paulo, no dia 19 de setembro, na Suhai Music Hall, uma das etapas latino-americanas da turnê de 40 anos da banda. A própria agenda oficial do grupo confirma a apresentação paulista como parte da atual passagem pela América Latina, e registra o show como sold out.

A ocasião é particularmente simbólica porque a atual fase do Helloween consegue reunir diferentes capítulos de sua história. O grupo conta com Michael Kiske, Andi Deris e Kai Hansen, três nomes fundamentais para compreender a trajetória vocal e musical da banda.

Mas por onde começar?

Para quem está descobrindo o Helloween agora, escolher apenas um álbum pode ser uma tarefa complicada. A banda possui fases bastante distintas e uma discografia que atravessa diferentes momentos do heavy metal.

Por isso, selecionamos dez discos essenciais para entender o Helloween.

Não se trata necessariamente de um ranking dos dez melhores álbuns. A proposta é diferente: cada disco representa uma peça importante do quebra-cabeça que transformou o Helloween em uma das maiores referências do power metal mundial.

Prepare os fones, coloque o volume no máximo e comece a viagem.

1. “Walls of Jericho” — 1985

Onde tudo começou

Antes de falar dos grandes clássicos do Helloween, é necessário voltar ao início.

Lançado em 1985, Walls of Jericho é o primeiro álbum completo da banda e apresenta um Helloween muito mais próximo do speed metal do que da fórmula de power metal que posteriormente ajudaria a popularizar.

E há uma diferença fundamental para quem está conhecendo a banda hoje: Kai Hansen era o vocalista.

Hansen ainda não possuía o alcance vocal que Michael Kiske apresentaria posteriormente, mas sua voz mais áspera combina perfeitamente com a agressividade do disco.

Musicalmente, o álbum é rápido, energético e cru. As guitarras já apontavam para aquilo que viria a se tornar uma das marcas registradas do grupo, mas ainda havia uma sensação de urgência e perigo muito mais evidente.

“Ride the Sky” é provavelmente o maior cartão de visitas dessa fase.

A faixa começa com uma atmosfera quase cinematográfica antes de explodir em velocidade, mostrando que a banda já tinha ambições muito maiores do que simplesmente reproduzir o heavy metal tradicional.

“Metal Invaders”, “Guardians” e “Phantoms of Death” também ajudam a entender o DNA inicial do grupo.

Mas talvez o mais importante em Walls of Jericho seja perceber que o Helloween ainda estava construindo sua própria linguagem.

A banda ainda não havia encontrado sua formação clássica. Ainda não havia Michael Kiske. Ainda não existia o conceito dos Keepers. Mas os elementos fundamentais já estavam ali.

Por que ouvir antes do show?

Porque Walls of Jericho mostra de onde o Helloween veio.

Antes dos grandes refrões e das melodias épicas, existia uma banda alemã extremamente veloz tentando encontrar seu espaço em uma cena dominada pelo heavy metal tradicional.


2. “Keeper of the Seven Keys Part I” — 1987

O nascimento de uma nova identidade

Se Walls of Jericho mostra o começo da história, Keeper of the Seven Keys Part I representa o momento em que o Helloween encontra sua verdadeira identidade.

E há uma mudança que alteraria completamente os rumos da banda:

Michael Kiske assume os vocais.

A chegada de Kiske proporcionou ao Helloween uma dimensão melódica e vocal que seria fundamental para a evolução do grupo.

Com ele, a banda passou a explorar de maneira muito mais intensa os contrastes entre velocidade, melodia e vocais agudos.

O resultado é um disco que ajudou a estabelecer as bases do que posteriormente seria chamado de power metal.

“I’m Alive” abre o álbum de maneira explosiva. “A Little Time” mostra o lado mais melódico, enquanto “Future World” se transforma rapidamente em um dos grandes hinos da carreira.

Mas existe uma faixa que praticamente resume toda a ambição do disco:

“Halloween”.

Com mais de 13 minutos, a música apresenta mudanças de andamento, diferentes climas, solos, melodias e uma construção épica que foge completamente da estrutura de uma faixa convencional de heavy metal.

É o Helloween percebendo que poderia fazer muito mais do que simplesmente tocar rápido.

Poderia contar histórias.

Poderia criar atmosferas.

Poderia transformar uma música de metal em uma experiência.

Por que ouvir antes do show?

Porque é aqui que o Helloween começa a soar como o Helloween que entrou para a história.


3. “Keeper of the Seven Keys Part II” — 1988

O disco que transformou o Helloween em gigante

Se o primeiro Keeper abriu a porta, o segundo álbum praticamente derrubou a parede.

Lançado em 1988, Keeper of the Seven Keys Part II é provavelmente o disco mais obrigatório desta lista.

E não apenas para compreender o Helloween.

Para compreender o próprio desenvolvimento do power metal.

O álbum contém algumas das músicas mais importantes da carreira do grupo.

“Eagle Fly Free” talvez seja o exemplo definitivo.

A introdução de baixo e bateria imediatamente prepara o terreno para uma das maiores performances vocais de Michael Kiske. Quando as guitarras entram, a música ganha uma velocidade impressionante sem perder sua característica melódica.

É uma combinação que se tornaria referência para inúmeras bandas.

Depois vem “You Always Walk Alone”, “Rise and Fall”, “Dr. Stein” e “March of Time”.

E então chegamos a “I Want Out”.

Poucas músicas representam tão bem a capacidade do Helloween de criar um refrão que ultrapassa os limites do próprio gênero.

“I Want Out” se tornou um hino.

Décadas depois, continua sendo uma das músicas mais associadas ao nome Helloween.

O álbum ainda termina com “Keeper of the Seven Keys”, uma faixa épica que ultrapassa os 13 minutos e funciona como fechamento perfeito para o conceito iniciado no disco anterior.

Se existe um momento em que o Helloween deixa de ser apenas uma grande banda alemã e passa a ocupar um espaço próprio na história do metal, é aqui.

Por que ouvir antes do show?

Porque é praticamente impossível entender o tamanho do Helloween sem ouvir Keeper of the Seven Keys Part II.

E porque existe uma possibilidade bastante razoável de que você queira cantar junto quando os primeiros acordes de “Eagle Fly Free” ou “I Want Out” surgirem no palco.


4. “Pink Bubbles Go Ape” — 1991

O Helloween depois dos “Keepers”

Agora começa uma parte importante da história.

Depois do enorme impacto causado pelos dois Keepers, o Helloween precisou enfrentar uma questão complicada:

Como seguir em frente depois de dois discos gigantescos?

A resposta veio com Pink Bubbles Go Ape.

Lançado em 1991, o álbum apresenta uma banda tentando expandir seus horizontes.

A atmosfera é diferente.

O Helloween continua reconhecível, mas existe uma tentativa mais evidente de explorar diferentes estruturas e sonoridades.

“Kids of the Century” abre o disco e imediatamente deixa claro que a banda não queria simplesmente repetir a fórmula dos trabalhos anteriores.

“Number One” e “Mankind” também mostram esse desejo de experimentar.

Para alguns fãs, o álbum pode parecer menos imediato do que os Keepers. Para outros, justamente essa característica é o que o torna interessante.

E essa é uma das razões para incluí-lo na lista.

Conhecer apenas os discos mais famosos pode criar uma visão incompleta da banda.

Pink Bubbles Go Ape mostra que o Helloween não passou os anos seguintes simplesmente tentando gravar um novo “Eagle Fly Free”.

A banda estava procurando novos caminhos.

Por que ouvir antes do show?

Porque entender uma banda também significa conhecer seus períodos de transformação.

E Pink Bubbles Go Ape é uma fotografia importante de um Helloween tentando descobrir qual seria seu próximo capítulo.


5. “Master of the Rings” — 1994

A chegada de Andi Deris e uma nova era

Se os primeiros Keepers representam a era Michael Kiske, Master of the Rings é fundamental para entender a era Andi Deris.

O álbum foi lançado em 1994 e marcou uma mudança importante na trajetória do grupo.

Deris trouxe uma personalidade vocal diferente.

Se Kiske era associado principalmente aos agudos impressionantes e à abordagem mais cristalina, Deris tinha uma voz mais encorpada, rasgada e emocional.

A mudança poderia ter sido um risco enorme.

Em vez disso, tornou-se uma nova fase da história do Helloween.

“Perfect Gentleman” apresenta um lado divertido e acessível. “Sole Survivor” traz peso e velocidade. “Where the Rain Grows” mostra uma faceta mais emocional.

E então aparece uma das músicas mais importantes dessa nova etapa:

“Why?”

A faixa demonstra que o Helloween conseguia continuar produzindo material forte mesmo depois de uma mudança tão significativa na formação.

Master of the Rings também representa uma espécie de renascimento.

Depois de anos turbulentos, o Helloween encontrou uma nova identidade e começou a construir uma segunda fase importante de sua carreira.

Por que ouvir antes do show?

Porque Andi Deris não é apenas “o vocalista que veio depois de Kiske”.

Ele é uma das figuras fundamentais da história do Helloween.

E entender isso é essencial para compreender por que a atual formação consegue reunir diferentes gerações da banda.


6. “The Time of the Oath” — 1996

O Helloween volta a mostrar os dentes

Dois anos depois de Master of the Rings, o Helloween lançaria outro álbum fundamental da era Deris.

The Time of the Oath é um disco mais pesado, sombrio e direto.

A banda parece mais segura.

A formação encontrou seu equilíbrio e as composições demonstram uma identidade consolidada.

“Power” é provavelmente a música mais imediatamente reconhecível do álbum.

Com um refrão gigantesco e uma estrutura que combina peso e melodia, a faixa mostra que o Helloween ainda sabia criar hinos.

Mas há muito mais.

“We Burn” é veloz e agressiva.

“Forever and One (Neverland)” explora o lado mais melancólico e emocional da banda.

“The Time of the Oath” mergulha em uma atmosfera mais sombria.

É um disco que funciona justamente porque não tenta ser apenas uma repetição da era clássica.

O Helloween de 1996 é uma banda diferente.

Mas continua sendo Helloween.

Por que ouvir antes do show?

Porque The Time of the Oath ajuda a entender como a banda conseguiu sobreviver a uma das maiores mudanças de sua história e continuar relevante.


7. “Better Than Raw” — 1998

Mais pesado, mais sombrio e mais agressivo

Se você quer conhecer um Helloween mais pesado, Better Than Raw é uma excelente porta de entrada.

Lançado em 1998, o álbum apresenta uma banda mais agressiva e madura.

A produção é pesada, as guitarras têm bastante presença e as composições mostram que o grupo estava confortável dentro da nova formação.

“Push” começa o disco de maneira direta e pesada.

“Hey Lord!” traz um dos grandes refrões do álbum.

“Falling Higher” combina velocidade e melodia.

E “I Can” mostra novamente a capacidade de Andi Deris de conduzir músicas que transitam entre o peso e a melodia.

É um disco particularmente interessante para quem chega ao Helloween pelo metal moderno e pode considerar os primeiros trabalhos excessivamente associados ao som clássico dos anos 1980.

Aqui existe um Helloween mais encorpado.

Mais pesado.

Mais próximo da sonoridade que marcaria parte do metal europeu no final dos anos 1990.

Por que ouvir antes do show?

Porque Better Than Raw lembra que o Helloween não é apenas “Eagle Fly Free”, “Future World” e “I Want Out”.

Existe uma quantidade enorme de peso e agressividade na discografia da banda.


8. “The Dark Ride” — 2000

Quando o Helloween decidiu ficar ainda mais sombrio

Chegamos agora a outro momento de transformação.

The Dark Ride, lançado em 2000, apresenta um Helloween consideravelmente mais sombrio.

A produção e as composições caminham para uma atmosfera mais pesada e moderna.

A faixa-título é um dos melhores exemplos dessa mudança.

Mas o álbum também possui momentos mais melódicos, mantendo a característica essencial da banda.

“Mr. Torture” é um dos destaques mais conhecidos do disco e mostra a capacidade do grupo de equilibrar peso e refrão.

“If I Knew” representa outro lado do álbum, mais emocional e melódico.

O interessante de The Dark Ride é perceber como o Helloween estava tentando se adaptar a um cenário musical que havia mudado radicalmente desde os anos 1980.

O metal europeu já não era o mesmo.

O público também havia mudado.

E o Helloween estava disposto a experimentar.

Por que ouvir antes do show?

Porque é um dos discos que melhor mostram a c

https://www.youtube.com/watch?v=xQv1co6qQ-0&pp=ygUXaGVsbG93ZWVuICBJZiBJIEtuZXfigJ0%3Dapacidade da banda de mudar de pele sem abandonar completamente suas raízes.


9. “Helloween” — 2021

O reencontro que os fãs esperaram durante décadas

Agora damos um salto de mais de 20 anos.

E chegamos a um dos capítulos mais importantes da história recente do grupo.

O álbum simplesmente chamado Helloween, lançado em 2021, foi o primeiro trabalho de estúdio da formação reunida que ficou conhecida como Pumpkins United.

E que formação.

Michael Kiske retornava.

Kai Hansen também.

Andi Deris permanecia.

Michael Weikath continuava.

Markus Grosskopf continuava.

Sascha Gerstner e Dani Löble completavam a formação de sete integrantes.

Era uma espécie de encontro entre diferentes gerações da história do Helloween.

Mas o mais importante é que o álbum não funciona apenas como uma celebração da nostalgia.

A banda apresentou material novo.

“Skyfall”, com seus mais de 12 minutos, é o grande épico do disco e também uma espécie de declaração de intenções.

A música reúne diferentes elementos da história do Helloween: velocidade, melodias, vocais alternados, grandes refrões e uma construção progressiva.

“Best Time” mostra um lado mais acessível e direto.

“Fear of the Fallen” traz peso e melodia.

E “Mass Pollution” reforça a energia da formação reunida.

O disco também prova uma coisa importante:

o Helloween não precisava voltar ao passado para celebrar o passado.

A banda poderia utilizar sua própria história como combustível para criar algo novo.

Por que ouvir antes do show?

Porque essa é a formação que mudou completamente a percepção sobre o Helloween moderno.

E porque compreender Helloween é entender por que a atual turnê de 40 anos tem tanto peso

https://www.youtube.com/watch?v=Mat2YhaceaA&pp=ygUcaGVsbG93ZWVuICAgUHVtcGtpbnMgVW5pdGVkLg%3D%3Dhistórico.


10. “Giants & Monsters” — 2025

O passado encontrou o presente

E chegamos ao álbum mais recente.

Giants & Monsters foi lançado mundialmente em 29 de agosto de 2025 e é o segundo álbum de estúdio da formação Pumpkins United.

Se Helloween representou o reencontro, Giants & Monsters representa a consolidação.

A banda já não está simplesmente tentando provar que a reunião funciona.

Ela está mostrando que essa formação possui identidade própria.

O disco reúne dez faixas na edição principal, incluindo “Giants on the Run”, “Savior of the World”, “We Can Be Gods”, “This Is Tokyo”, “Universe (Gravity for Hearts)” e “Majestic”.

O álbum também mostra uma banda confortável em misturar diferentes períodos de sua trajetória.

Há velocidade.

Há melodia.

Há momentos épicos.

Há refrões grandiosos.

E há também aquele senso de humor que sempre fez parte da personalidade do Helloween.

A própria banda descreve o álbum como uma continuação de sua trajetória e destaca sua intenção de avançar para a quinta década mantendo a experimentação e diferentes elementos de sua identidade.

“Giants & Monsters” é especialmente importante para quem vai ao show de São Paulo porque não se trata simplesmente de uma turnê comemorativa baseada exclusivamente no passado.

A atual turnê celebra quatro décadas de carreira, mas também apresenta o momento presente do Helloween.

E é justamente essa combinação que torna a experiência tão interessante.

Por que ouvir antes do show?

Porque é o disco que conecta todos os outros.

Ele olha para os anos 1980, passa pela era Deris, incorpora a reunião e apresenta o Helloween como uma banda que ainda está produzindo música nova.


Mas afinal, por onde começar?

Se você nunca ouviu Helloween e está completamente perdido diante de uma discografia tão extensa, não precisa necessariamente ouvir os dez discos de uma vez.

Comece pelo caminho mais simples.

Quer conhecer o Helloween clássico?

Comece por:

“Keeper of the Seven Keys Part I”

“Keeper of the Seven Keys Part II”

Essa dupla é praticamente obrigatória.

Quer conhecer Kai Hansen?

Vá de:

“Walls of Jericho”

Aqui você encontrará a banda em sua forma mais veloz, crua e agressiva.

Quer conhecer Andi Deris?

Comece por:

“Master of the Rings”

Depois avance para:

“The Time of the Oath”

Quer entender a fase mais pesada?

Experimente:

“Better Than Raw”
e
“The Dark Ride”

Quer entender o Helloween atual?

A sequência ideal é:

“Helloween” (2021)

“Giants & Monsters” (2025)

É a melhor maneira de compreender como a formação atual conseguiu transformar uma reunião histórica em uma nova fase criativa.


Dez discos, quatro décadas e uma única banda

O mais interessante ao revisitar esses dez álbuns é perceber que o Helloween não possui apenas uma história.

Possui várias.

Existe o Helloween de Kai Hansen.

Existe o Helloween de Michael Kiske.

Existe o Helloween de Andi Deris.

Existe o Helloween das mudanças de formação.

Existe o Helloween que enfrentou períodos difíceis.

Existe o Helloween que reencontrou antigos integrantes.

E existe o Helloween atual, com sete músicos no palco e uma discografia que continua crescendo.

Essa diversidade também explica por que discutir qual é “o melhor Helloween” pode ser uma tarefa quase impossível.

Para alguns fãs, tudo começou com Walls of Jericho.

Para outros, a banda atingiu seu auge nos dois Keepers.

Há quem considere The Time of the Oath o grande momento da era Deris.

E há uma nova geração que descobriu o grupo justamente com a reunião e o álbum Helloween.

Talvez essa seja justamente a maior força da banda.

Não existe apenas um Helloween.

Existe uma história construída por diferentes músicos, diferentes vocalistas, diferentes fases e diferentes sonoridades.

E todas elas estarão, de alguma maneira, presentes quando a banda subir ao palco da Suhai Music Hall.


Agora é hora de preparar a voz

O show de São Paulo acontece em 19 de setembro de 2026, dentro da turnê de 40 anos do Helloween.

A agenda oficial da banda coloca a apresentação paulista como o segundo compromisso brasileiro da passagem pela América Latina, depois de Porto Alegre, em 16 de setembro. A banda também passa por México, Costa Rica, Colômbia, Peru, Chile e Argentina antes de chegar ao Brasil.

E existe um detalhe que torna a apresentação ainda mais especial: a própria banda registra o show de São Paulo como esgotado.

Ou seja, para quem estará na Suhai Music Hall, a melhor preparação possível pode começar agora.

Coloque Walls of Jericho para entender o começo.

Passe pelos Keepers para conhecer a explosão.

Descubra Master of the Rings e The Time of the Oath para compreender a era Deris.

Volte para Helloween e Giants & Monsters para entender a reunião e o presente.

E, quando as luzes se apagarem em São Paulo, você não estará apenas assistindo a um show.

Estará diante de quatro décadas de história do heavy metal alemão.

E, se os primeiros acordes forem de “Eagle Fly Free”, “I Want Out”, “Future World” ou qualquer outro clássico, talvez você finalmente entenda por que algumas músicas conseguem atravessar gerações.

Long live Helloween.

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