“A América Latina, de modo geral, tem uma paixão muito forte por música pesada”: Robert Vigna (Immolation) discute turnê latino-americana e novo álbum

Foto por Brutal Assault

Com quase quatro décadas de trajetória, o Immolation se consolidou como um dos nomes mais singulares e influentes do death metal norte-americano. Conhecida por combinar peso extremo, riffs intrincados e uma atmosfera sombria, a banda de Nova York segue expandindo sua identidade sem perder de vista as características que marcaram sua história.

Em Dezembo desse ano, o grupo retorna ao Brasil para uma extensa turnê ao lado de Testament e Municipal Waste, passando por cinco cidades. A visita acontece após a chegada de Descent, 12º álbum de estúdio do Immolation, trabalho que, segundo o guitarrista e membro-fundador Robert Vigna, representa um dos pontos altos da trajetória da banda.

Em entrevista exclusiva ao nosso colaborador Daniel Agapito, Vigna falou sobre a próxima passagem pelo país, relembrou experiências da turnê brasileira anterior, comentou a paixão dos fãs latino-americanos por música pesada e revelou detalhes sobre a construção e a sonoridade de Descent. O músico também refletiu sobre influências musicais, liberdade artística e os temas presentes nas letras do novo trabalho.

Foto por Stephanie Gentry

Já sabemos que dentro do death metal americano, cada região, cada estado, cada cena, tem sua própria identidade sonora. Seja o caráter impiedoso, mas técnico da Flórida, a mistura de caos e cadência do meio-oeste, ou o som sombrio de Nova Iorque, cada lugar tem sua “cara”. Dentro da cena de Nova Iorque, poucas bandas conseguiram ter um impacto tão grande, e achar seu próprio nicho tão bem quanto o Immolation. Trazendo não só uma dose cavalar de peso, mas também uma escuridão verdadeira para os riffs e batidas, em seus quase 40 anos de carreira, o Immolation se destacou, e mostrou que nunca está contente em permanecer no mesmo lugar.

Depois de 4 vindas ao nosso país, tocando em palcos menores, o quarteto finalmente poderá mostrar a que veio nos palcos maiores, acompanhando o Testament e o Municipal Waste em dezembro, passando por 5 cidades aqui no Brasil. Tendo lançado Descent recentemente, seu aclamado 12º álbum, eles vêm a todo vapor, prometendo um show único. Conversamos com Robert Vigna, guitarrista e grande mente por trás das músicas, confira!

O que é o Immolation? O que mudou?

Eu não diria que ainda há muitas pessoas que não conhecem o Immolation em 2026, mas, se alguém que está lendo esta entrevista nunca ouviu falar de vocês, como você descreveria o som do Immolation?

Robert Vigna: Bem, antes de mais nada, Daniel, obrigado por me receber. Há muita gente que não sabe quem somos, acredite em mim. Quer dizer, podemos sair em turnê com Cannibal Corpse, Behemoth, quem quer que seja, e sempre tem alguém dizendo: “ah, nunca ouvi falar de vocês”. Quanto a nos descrever, estamos por aí há algum tempo, acho que somos simplesmente uma banda que faz death metal, mas é um tipo de death metal mais sombrio e atmosférico, embora continue pesado e extremo ao mesmo tempo. Temos muitos elementos diferentes que as pessoas normalmente não ouvem no death metal básico. Nosso som e estilo são bem únicos em muitos aspectos, porque têm essa atmosfera e esse tipo de sensação sombria. Mas é, você realmente teria que ouvir por conta própria se nunca ouviu falar da gente.

Este ano, vocês vão tocar ao lado do Testament, uma das bandas de thrash mais influentes da Bay Area, e do Municipal Waste, uma das bandas mais empolgantes dos últimos 20 anos. Diante disso, como você enxerga a evolução da cena do metal ao longo dos anos?

Robert: É interessante ver todas essas coisas antigas diferentes voltando, sabe o que quero dizer? Até no death metal, houve muitos anos em que ele tomou um milhão de direções diferentes. Mas hoje em dia, nos últimos 10 anos ou algo assim, muitas bandas mais jovens estão voltando para algo parecido com aquilo que fazíamos quando começamos, um death metal mais sombrio e atmosférico, sabe, então é sempre legal ver isso. O thrash teve uma volta enorme, e esses caras (Municipal Waste) são, você sabe, definitivamente uma das bandas ao vivo mais legais e empolgantes, ótimos músicos e ótimos caras.

Para nós, sair em turnê com eles e com uma banda como o Testament, que é, como você disse, parte das grandes bandas de thrash da Bay Area desde o começo, antes mesmo de o death metal surgir, é legal. É uma combinação legal também, porque você tem o Testament old school, claro, depois tem o Municipal Waste, que é uma banda de thrash em ascensão, fazendo as coisas do jeito deles. E então tem a gente fazendo a nossa própria coisa.

E acho que muita gente aí embaixo provavelmente aprecia todas as bandas, sabe o que quero dizer? Há certos públicos ou lugares onde talvez as pessoas estejam mais focadas em uma coisa ou outra. Mas, no geral, acho que quem for ao show vai ficar empolgado em ver todas as bandas, sabe.

 

Memórias do Brasil

Nesta próxima turnê, vocês vão fazer 5 shows em algumas das principais cidades do Brasil, mas, no ano passado, quando excursionaram ao lado do NervoChaos, fizeram quase o dobro disso, com shows em lugares onde as bandas normalmente não vão, como o nosso Nordeste. Como foi aquela turnê?

Robert: Ah, foi incrível. Nosso amigo Eduardo, da Tumba Productions, organizou tudo, ele tem seu próprio veículo, tem um ônibus. Então ele meio que disse: “Ei, caras, por que vocês não vêm para cá e fazem o Brasil sozinhos? Quero tentar fazer algumas áreas menores”. Achamos uma ótima ideia.

Nós nos divertimos muito indo para lá com ele, tocando em lugares que normalmente, segundo muitos fãs nos disseram, as bandas não conseguem chegar, sabe, então foi muito legal. E fizemos alguns shows pequenos, alguns médios, mas todos os shows foram ótimos porque os fãs estavam pegando fogo e empolgados. Com certeza faríamos isso de novo e provavelmente vamos fazer de novo, sabe, no futuro, com certeza, porque foi simplesmente algo muito, muito legal.

Vocês têm vindo ao Brasil com bastante frequência nos últimos anos. Você tem alguma história interessante de turnê, alguma lembrança que venha à mente quando pensa em excursionar pelo Brasil?

Robert: Não me vem nada à cabeça agora, para ser sincero. A última turnê, como eu disse, foi muito legal porque foi a primeira vez que conseguimos fazer uma turnê de ônibus por lá. Tudo o que fizemos na América Latina foi voando para cada show. Então ir para lá e, sabe, passar tanto tempo em uma região, ir para um país e depois viajar por todo aquele país foi muito legal. Conhecer pessoas e ver alguns dos lugares diferentes foi incrível. Foi muito legal fazer isso com o Eduardo e a banda dele. Ele (Edu) é fenomenal e realmente se importa com a cena. Ele sempre tenta fazer o que pode em cada show, para fazer as pessoas saírem de casa e facilitar as coisas para elas.

A comida, quer dizer, essa é uma coisa que posso mencionar. Quando fomos para o Brasil com o Edu e os caras, foi ótimo porque, toda manhã, não importava onde estivéssemos, havia algum tipo de lugar, e eles colocavam toda a comida à disposição, comidas diferentes e carnes diferentes, nós adorávamos. Nosso baterista Steve ficava tão empolgado todos os dias quando chegávamos lá e ele podia, sabe, acordar e tomar café da manhã com todos esses tipos diferentes de carne e todos esses sucos naturais legais, que eles espremiam na hora, muita comida boa.

Expectativas para o final do ano

E muitos artistas falam bastante sobre o público latino-americano, os fãs argentinos, os fãs brasileiros, e eu queria saber a sua opinião sobre isso. O que você acha que torna os públicos latino-americanos especiais? O que você acha que nos torna diferentes?

Robert: Não sei. Acho que vocês são simplesmente muito, muito apaixonados por música, sabe? Vemos isso em muitas partes do mundo, mas a América Latina, de modo geral, tem uma paixão muito forte por música pesada de todos os tipos, eles simplesmente ficam ainda mais empolgados, é incrível.

Para mim, isso é ótimo, porque quando você está tocando em um show e todo mundo está fisicamente tão empolgado com aquilo, isso realmente faz com que o show e a atmosfera sejam ótimos. Os shows que costumamos fazer por aí são sempre memoráveis e pegando fogo. Definitivamente estamos ansiosos por este porque vai ser um pacote muito legal com Testament, Municipal Waste, tocando em alguns lugares onde já tocamos e em outros que são muito maiores.

Seguindo nessa mesma linha, quais são as suas expectativas para a turnê desta vez? O que você espera do público?

Robert: Acho que vai ser fenomenal, quer dizer, honestamente, não podemos esperar outra coisa. A parte legal desta para nós é que, normalmente, quando fazemos isso, você voa, faz um show, e então naquela noite, às quatro da manhã, você voa para o próximo show, faz o próximo show no dia seguinte, e faz uns quatro ou cinco seguidos, e então talvez tenha um dia de folga. Desta vez é muito legal porque é literalmente dia de show, dia de folga para viajar, dia de show, dia de folga para viajar, vai ser bom, porque é muito fácil ficar esgotado muito rápido.

Voar para cada show parece ótimo, mas quando você faz isso um dia depois do outro, toca um show e não dorme nada, sabe, isso acaba com você. Como eu disse, o pacote é ótimo, vamos com os caras do Municipal Waste, somos muito próximos, então vamos nos divertir muito com esses caras, e estamos ansiosos para passar um tempo com os caras do Testament sempre que pudermos. Na verdade, conhecemos Chuck Billy pela primeira vez em um dos festivais aqui na Europa, no Alcatraz Fest, na Bélgica, brevemente. Agradecemos a ele por nos chamar e por tudo. Só temos ótimas expectativas.

O que podemos esperar?

Sua postura é diferente, considerando que esta é a primeira turnê latino-americana que vocês fazem sem serem anunciados como headliners?

Robert: Bem, talvez um setlist diferente. A primeira vez que fomos para lá foi em 2012, sabe, é uma situação diferente, uma escala diferente e, claro, será um set mais curto, então vamos fazer o melhor com o que tivermos. O setlist é a única coisa com a qual você tem que trabalhar, montar um bom setlist que agrade à maioria das pessoas. Você não vai agradar a todo mundo, mas vamos tentar,

Definitivamente vamos tocar algumas coisas novas, mas também vamos tirar algumas coisas antigas do baú, então, sabe, vai ser difícil com um setlist curto. Até agora, ninguém ficou decepcionado. Essa vai ser a parte mais desafiadora, não é tanto onde estamos, mas simplesmente a quantidade de tempo.

Da última vez que vocês vieram, foi um setlist bem equilibrado, no sentido de, tipo, resgatar algumas coisas antigas e algumas mais novas. O set vai ser mais focado em Descent ou equilibrado?

Robert: Da última vez que estivemos aí, não tínhamos lançado o novo disco, então definitivamente vamos tocar algumas coisas novas. Acho que até os fãs mais antigos ainda vão querer ouvir algumas coisas novas, de qualquer forma, sabe, mas também vamos ter que puxar algumas antigas. É, vamos misturar as coisas, provavelmente será 50-50, talvez 60-40 de coisas novas, vamos ver, mas, de qualquer maneira, vamos fazer o que fazemos e, espero, que as pessoas gostem. Quando fizemos a turnê com o Behemoth, o álbum tinha acabado de sair, e ainda tocamos por meia hora, tocando cinco músicas novas, e isso não pareceu ser um problema. Pelo menos, na América Latina, acho que vocês tiveram tempo de absorver o novo disco, então esperamos que isso ajude.

“Descent” – musicando a queda da humanidade

O novo álbum já saiu há alguns meses, e muitos críticos e muitos fãs já estão dizendo que é um dos melhores discos do ano. O que você achou da recepção até agora? O que você achou do álbum?

Robert: Bem, nós nunca esperamos nada de bom, sempre esperamos o pior e torcemos pelo melhor, então achamos que ficou ótimo. Nós realmente não sabemos como soa até estar completamente pronto, porque, por mais pré-produção e qualquer outra coisa que você esteja fazendo ao longo do processo, da maneira como trabalhamos, as músicas realmente não estão completas até que as gravamos. A essa altura, você ainda não teve a chance de absorver aquilo, realmente, você meio que sabe o que funciona e acha que funciona, mas só quando está pronto e você está ouvindo é que sabe. Enquanto recebíamos as mixagens, ainda fazíamos pequenas coisas aqui e ali, adicionamos coisas, tiramos coisas, estamos constantemente trabalhando nisso.

Olhando para a carreira de quase 40 anos de vocês, a história completa do Immolation, por assim dizer, o que você diria que “Descent” representa para vocês, como ele captura o momento em que vocês estão?

Robert: Cada álbum é o momento em que estamos. Sinto que a forma, a música, a produção, a arte, tudo o que se juntou nos dois discos anteriores, foi uma das nossas melhores coisas. Este (Descent) simplesmente chegou a um ponto ainda mais alto, é um disco muito forte. Zack Ohren fez um trabalho incrível na mixagem e masterização, é um som muito grande e poderoso, que é algo que tentamos alcançar há muitos anos. É muito forte, é direto ao ponto, mas tem partes que entram em algo quase com uma sensação orquestral, então há muita coisa acontecendo, há muitos sabores diferentes neste disco.

A cada novo disco que vocês lançam, esperam que ele possa ser pelo menos tão bom quanto o anterior. Mas acho que fizemos um trabalho muito bom com este, e ele realmente é um ponto alto para nós. Estamos felizes de estar aqui depois de todos esses anos, e empolgados para tocar essas coisas novas ao vivo, como sempre estamos, mas ainda mais com este disco agora. É um bom lugar para estar, ver, tipo, crianças de 14 e 15 anos na plateia curtindo a sua música, quando estamos na faixa dos 50. Elas se identificam com ela, ficam empolgadas, gostam, e, acredite, você não poderia pedir mais do que isso.

Em termos de som, este álbum simplesmente soa gigantesco!

Robert: O Zack fez um trabalho fenomenal. O Zack faz o trabalho dele na Califórnia, nós estamos em Nova York, então, todas as vezes, com cada disco, simplesmente enviamos os arquivos para ele, e ele nos manda e-mails. Não conversamos muito com ele pelo telefone, nunca o encontramos pessoalmente, trabalhamos com ele desde 2010, mas nunca conseguimos nos encontrar quando estávamos em turnê. Ele passou a conhecer a banda e como soamos. Desta vez, especialmente, estávamos com o tempo apertado, então ele simplesmente fez o trabalho dele. Foi a melhor coisa que já fizemos, porque ele simplesmente fez um trabalho fenomenal.

Quer dizer, sim, é o disco que soa maior que já fizemos, e é muito forte e poderoso. Como você disse, ele tem uma espécie de sensação grandiosa, estamos muito felizes com ele. Fizemos as coisas de forma um pouco diferente desta vez, normalmente gravamos com Paul Orofino, desde o terceiro disco, mas ele mudou o estúdio para o Tennessee, então realmente não conseguíamos nos reunir em um único lugar, então simplesmente trabalhamos com um cara local daqui, Justin Passamonte. Steve gravou as baterias com Noah Buchanan, em Ohio, no Missionary Studios, porque ele já o conhece e se sente à vontade por lá, e, sabe, os sons que eles conseguiram ficaram ótimos. Tudo foi feito de forma muito simples, pareceu um pouco mais relaxado, mesmo estando correndo contra o tempo. Mas, dito isso, todo mundo fez um trabalho fenomenal gravando as coisas, e então o Zack fez um trabalho incrível mixando e masterizando tudo; simplesmente deu tudo certo.

Passando pelo túnel do tempo – ou não

Enquanto pesquisava, encontrei uma entrevista que você deu ao MetalBite por volta de 2002 e, quando perguntado sobre suas influências para “Unholy Cult”, você disse que “We listen to everything from Bjork and Tori Amos to Jazz to early classic metal like Metallica and Iron Maiden and newer metal like Korn, Slipknot and System of A Down.” Com o crescimento da internet e o advento das redes sociais, o gatekeeping se tornou um tema bastante debatido dentro do metal — você diria que ele mais atrapalha do que ajuda?

Robert: Para mim, qualquer música que funcione para você é legal, eu realmente não me preocupo com isso, simplesmente ouço o que gosto. Se há algo de que eu gosto, eu aproveito, e seja inspiração, influência ou o que for, isso sempre acaba entrando no que estamos fazendo. Para mim, é bom se inspirar em todos os tipos de música. Posso ouvir, tipo, uma música mais nova do A Perfect Circle e adorar, sabe, nos últimos dois anos eu também comecei a ouvir Amy Winehouse. Para mim, nós simplesmente fazemos a nossa coisa.

Todos nós temos gostos diferentes, músicas diferentes que ouvimos. Alex (Bouks) gosta muito das coisas mais antigas dos anos 70 e coisas assim, Steve (Shalaty) gosta mais das coisas novas, mas também de Tom Petty, ou sei lá. Não importa que tipo de música seja, se ela toca você de certa maneira, ou há algo que você encontra nela, então é bom, é apenas algo positivo. Qualquer coisa positiva que eu tiro de qualquer tipo de música me deixa empolgado para criar a nossa música. Nós não vamos transformar o Immolation em uma banda de jazz, nem nada disso, mas quando você ouve certas coisas, eu poderia ir a um show de jazz, costumava fazer isso na cidade, você entra lá, não sabe quem está tocando, nem o que está acontecendo, mas fica vendo aqueles caras, e é inspirador. Eu me inspiro em muitos tipos diferentes de música, então, para mim, está tudo bem.

Na mesma entrevista, quando perguntado sobre as letras, você disse que não gostava muito de falar sobre elas, mas mencionou “We look at the cause and outcome of extreme religious ideas as well as the problem of power in the wrong hands”, algo que continua bastante atual, mesmo mais de 20 anos depois.

Robert: É muito atual, e as pessoas podem dizer, tipo, “ah, vocês estão falando disso de novo”, e é tipo, sim, bem, isso ainda está aqui, sabe o que quero dizer. Muitas das coisas de que falamos às vezes ficam específicas, mas, novamente, não gostamos de conduzir as pessoas pela mão. Fazemos as coisas de uma maneira ambígua, para que as pessoas possam aproveitar. Quando isso chega até você, você está olhando para aquilo de uma maneira diferente, então, para mim, é sempre mais legal não ter tudo definido, “é exatamente disso que essa música fala”; é legal você tirar a sua própria coisa dela.

Acho que isso também acontece com a música. Quando estou ouvindo música e letras, isso pode significar algo para mim, e quando descubro que é sobre outra coisa, ainda assim meio que penso nela da maneira que pensei originalmente. A maior parte deste novo álbum, não é segredo, olha para o que está acontecendo no mundo hoje. Nós olhamos para tudo, desde as guerras em que estamos envolvidos até o simples fato de as pessoas estarem constantemente se enfrentando, todo mundo em extremos opostos. Estamos vivendo uma época neste mundo em que tudo está louco, estamos repetindo uma história que não deveria ser repetida, sabe, estamos andando para trás em algumas coisas. A música “Descent” meio que resume tudo, é simplesmente sobre a decadência da humanidade, e para onde vamos daqui para frente, porque as coisas continuam piorando cada vez mais. Nós realmente não aprendemos as lições do passado, e acho que as pessoas esquecem essas lições, ficam simplesmente avançando às cegas em direção ao futuro. A humanidade, sabe, está indo para uma direção muito estranha.

Não um adeus, mas um até breve!

Agora, para encerrar, vou deixar este espaço livre para você mandar uma mensagem final para o seu público latino-americano, para o seu público brasileiro!

Robert: Agradecemos a todos vocês por todo o apoio ao longo dos anos, quer dizer, a América Latina em geral, assim como o Brasil, todos os lugares aí embaixo sempre apoiaram muito o Immolation, e nós agradecemos. A reação ao novo álbum tem sido ótima, somos apaixonados por ele, então estamos felizes. Mal podemos esperar para descer para aí com nossos irmãos do Municipal Waste e do Testament, e vai ser muito legal. Esperamos que todo mundo compareça, e vamos nos divertir muito!

A turnê

A Liberation Music Company anuncia a passagem pelo Brasil de uma das turnês mais pesadas do calendário do metal em 2026. Testament, Municipal Waste e Immolation se apresentam juntos no país em dezembro, em uma sequência de cinco shows: Curitiba/PR, São Paulo/SP, Limeira/SP, Belo Horizonte/MG e Rio de Janeiro/RJ.

Os ingressos já estão à venda.

A reunião das três bandas em uma mesma turnê dá ao público brasileiro um amplo e pesado panorama do metal atual. É um encontro de escolas, gerações e públicos que se conectam pela intensidade, pela longevidade e pela influência exercida sobre diferentes camadas da música pesada.

Os shows acontecem no dia 5 de dezembro, no Tork n’ Roll, em Curitiba; no dia 6 de dezembro, no Carioca Club, em São Paulo; no dia 8 de dezembro, no Mirage, em Limeira; no dia 10 de dezembro, no Mister Rock BH, em Belo Horizonte; e no dia 13 de dezembro, no Sacadura 154, no Rio de Janeiro.

O Testament, um dos nomes centrais do thrash metal da Bay Area, chega ao país para a turnê do mundialmente elogiado Para Bellum, de 2025, o 14º álbum de estúdio. Uma banda clássica que a cada ano fica mais potente.

O Municipal Waste representa a retomada do crossover thrash no século 21, com uma trajetória construída entre a urgência do hardcore punk, a velocidade do thrash e a energia física dos shows. Será o primeiro show da banda, em casas de shows, após 15 anos!

Já o Immolation ocupa há décadas um lugar de referência no death metal norte-americano, com uma obra marcada por peso, atmosfera sombria e coerência artística. O novo álbum, “Descent”, mantém a identidade clássica do death metal, com riffs intrincados e uma atmosfera pesada.

Nos sigam e deêm um like na gente \m/
error
fb-share-icon

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *