Da explosão de “Lost in a Wave” ao peso de “Sulfur”, selecionamos cinco faixas que ajudam a entender a evolução de uma das principais bandas do metalcore europeu
Crédito: Landmvrks Promo 2025
Se você ainda não conhece o LANDMVRKS, existe uma boa notícia: a banda francesa tem um catálogo que funciona como um verdadeiro mapa de sua evolução. Em pouco mais de uma década de carreira, o grupo saiu do circuito underground de Marselha, passou a ocupar espaços cada vez maiores na cena internacional e se tornou um dos nomes mais interessantes do metalcore contemporâneo.
Formado em 2014, o LANDMVRKS construiu sua identidade a partir de uma combinação bastante particular. Há peso, breakdowns e vocais extremos, mas também existem refrões melódicos, passagens atmosféricas, elementos eletrônicos e uma forte preocupação com dinâmica. É justamente essa capacidade de transitar entre diferentes extremos que ajudou a banda a se destacar em uma cena cada vez mais disputada.
A discografia atualmente reúne quatro álbuns de estúdio: Hollow (2016), Fantasy (2018), Lost in the Waves (2021) e The Darkest Place I’ve Ever Been (2025).
Com a primeira passagem do LANDMVRKS pelo Brasil se aproximando, o momento é perfeito para revisitar algumas das músicas que melhor representam essa trajetória.
Não se trata de um ranking definitivo — afinal, escolher apenas cinco músicas de uma banda com tantos momentos marcantes seria praticamente impossível. A proposta aqui é diferente: apresentar cinco portas de entrada para entender o som, a evolução e a identidade do LANDMVRKS.
1. “Lost in a Wave”
O cartão de visitas perfeito
Se existe uma música que pode ser considerada uma das grandes responsáveis por apresentar o LANDMVRKS a um público ainda maior, é “Lost in a Wave”.
Lançada como single em dezembro de 2020, a faixa acabou se tornando a música-título do terceiro álbum da banda, lançado em 2021.
E não é difícil entender o motivo.
“Lost in a Wave” consegue condensar em pouco menos de quatro minutos praticamente tudo aquilo que faz o LANDMVRKS funcionar. A música começa construindo uma atmosfera que rapidamente dá espaço para guitarras pesadas, vocais agressivos e um refrão extremamente melódico.
A faixa não depende apenas do breakdown para causar impacto. O grande diferencial está justamente na maneira como a banda trabalha as transições.
Há agressividade, mas também existe espaço para melodia. Há momentos explosivos, mas eles são equilibrados por passagens mais abertas. É uma música pesada sem abrir mão de ser acessível.
Essa característica ajudou “Lost in a Wave” a se transformar em uma das faixas mais reconhecidas do grupo e em um ponto fundamental para compreender a fase de expansão internacional da banda.
O próprio álbum Lost in the Waves representou um salto importante. O disco chegou ao Top 20 na Alemanha e consolidou o LANDMVRKS como uma força relevante do metalcore europeu.
Por que ouvir?
Porque “Lost in a Wave” talvez seja a melhor introdução possível ao universo do LANDMVRKS. Se a música funcionar para você, provavelmente o restante da discografia também terá muito a oferecer.
2. “Death”
Quando o LANDMVRKS decide simplesmente destruir tudo
Se “Lost in a Wave” apresenta o lado mais melódico e acessível da banda, “Death” mostra que o grupo também sabe ser brutal.
A faixa apareceu na edição completa de Lost in the Waves, lançada em 2022, e conta com a participação de Drew York, vocalista do Stray From The Path.
Aqui, a proposta é outra.
A música mergulha em uma abordagem mais agressiva, com riffs pesados, vocais extremos e uma estrutura feita para funcionar especialmente bem ao vivo.
“Death” também ajuda a compreender uma característica importante do LANDMVRKS: a banda nunca parece interessada em escolher entre metalcore e hardcore.
Ela absorve elementos dos dois universos e os transforma em uma identidade própria.
A participação de Drew York reforça justamente esse lado mais visceral. O resultado é uma faixa que parece construída para provocar reação imediata — especialmente quando chega a hora dos momentos mais pesados.
E isso ajuda a explicar por que a música continua aparecendo entre os destaques associados ao repertório da banda.
Por que ouvir?
Porque é a melhor demonstração de que o LANDMVRKS não depende de refrões melódicos para funcionar. Quando a banda decide pesar a mão, o resultado é igualmente convincente.
3. “Scars”
A ponte entre passado e presente
Para entender o LANDMVRKS além de seus trabalhos mais recentes, é necessário voltar alguns anos.
É aí que entra “Scars”, faixa originalmente lançada no álbum Fantasy, de 2018.
O segundo disco de estúdio marcou um período importante na evolução do grupo e ajudou a consolidar características que posteriormente se tornariam fundamentais na sonoridade da banda.
“Scars” representa justamente essa fase de transição.
A música apresenta uma estrutura que combina peso e melodia, mas ainda carrega aquela energia característica do LANDMVRKS em seus primeiros anos. A participação do Novelists também acrescenta uma camada interessante à composição.
O mais interessante ao ouvir “Scars” hoje é perceber como vários elementos que se tornariam mais sofisticados nos trabalhos seguintes já estavam presentes.
A banda ainda estava construindo sua identidade, mas já demonstrava uma habilidade acima da média para alternar momentos agressivos e passagens melódicas.
É uma música que ajuda a preencher uma lacuna importante na história do grupo: mostra que o LANDMVRKS não apareceu pronto em 2021.
O som que conquistaria uma audiência internacional foi sendo desenvolvido aos poucos.
Por que ouvir?
Porque “Scars” permite entender de onde veio o LANDMVRKS atual. É uma parada obrigatória para quem quer conhecer a evolução da banda, e não apenas seus singles mais recentes.
4. “Self-Made Black Hole”
O lado mais melódico e emocional
Poucas músicas representam tão bem a capacidade do LANDMVRKS de misturar peso e emoção quanto “Self-Made Black Hole”.
A faixa faz parte da edição completa de Lost in the Waves e conta com participação do Resolve.
Aqui, a banda explora uma de suas maiores virtudes: a capacidade de transformar uma composição pesada em algo extremamente melódico sem fazer com que a música perca sua identidade.
O contraste é fundamental.
Os momentos agressivos funcionam justamente porque existem passagens mais abertas para criar contraste. Os vocais extremos ganham ainda mais força quando aparecem próximos de melodias marcantes.
É uma característica recorrente na música do LANDMVRKS e uma das razões pelas quais a banda consegue conversar com públicos diferentes dentro da música pesada.
“Self-Made Black Hole” também se tornou uma das faixas mais populares do catálogo do grupo. Ela aparece constantemente entre as principais músicas associadas à banda nas plataformas de streaming.
Ao vivo, esse tipo de composição ganha ainda mais força. O refrão é naturalmente convidativo para o público cantar junto, enquanto as partes mais pesadas oferecem espaço para a energia característica dos shows de metalcore.
Por que ouvir?
Porque mostra o LANDMVRKS em equilíbrio perfeito entre melodia, agressividade e emoção.
5. “Sulfur”
O LANDMVRKS em sua fase mais atual
Para fechar a lista, nada mais justo do que escolher uma música que represente o momento atual da banda.
“Sulfur” faz parte de The Darkest Place I’ve Ever Been, quarto álbum de estúdio do LANDMVRKS, lançado em 25 de abril de 2025.
E a escolha não é apenas simbólica.
“Sulfur” mostra uma banda que chegou ao quarto álbum sem abandonar os elementos que construíram sua reputação, mas que também não parece disposta a repetir a mesma fórmula.
A produção é mais ampla, as atmosferas são mais trabalhadas e a dinâmica entre peso e melodia continua sendo fundamental.
Ao mesmo tempo, a música possui a intensidade necessária para funcionar ao lado dos clássicos do repertório.
Não por acaso, “Sulfur” aparece atualmente entre as músicas mais ouvidas do LANDMVRKS nas plataformas digitais.
E existe um detalhe importante para quem está se preparando para assistir à banda ao vi

