SISTERS OF MERCY – EM APRESENTAÇÃO SEMPRE NOSTÁLGICA (E MORNA) EM SP

A clássica banda de gothic rock dos anos 80, retornou ao Tokio Marine Hall para apresentação na capital paulistana, na noite domingo (18).

O clima era propício para o dresscode dos fãs, como sobretudos, couro, látex (com
maquiagem e acessórios). Antes do abrir de portões, a casa que possui capacidade para 4000 pessoas, já aparentou que estaria lotada, e foi o que aconteceu. Para a recepção da banda de abertura 3 Pipe Problem, cerca de 60% do público, que ainda lotaria as dependências, já estava presente. Banda esta, que não vi como assertiva na escolha para a abertura de tal show, com um som hora puxado para um stoner
rock, como passagens de punk, não agradou aos presentes de maneira geral, apesar da diplomática recepção a eles. Momento considerável do show da banda, ficou para uma versão de “Double Dare” do Bauhaus.

A preparação de palco, para a apresentação do Sisters, levou cerca de 30 min. Preparação apenas voltada para instrumentos/sons, pois não houve backdrop ou projeção via telão de fundo, e se manteve a clássica iluminação colorida em roxo, azul e vermelho, perante ao palco full escuro. Embora não seja a primeira passagem da banda pelo Brasil, o público que aguardava demonstrava ansiedade e alvoroço, e uma série de celulares pré show, já estavam a postos para filmagem. Porém, a intro colocada era para dar
um certo clima à apresentação, que ainda demoraria uns minutos.

Sem mais delongas (que já foram demais, por sinal) , Sisters abre com uma de suas músicas ‘’novas’’, Dont Drive on Ice, que reduz o ânimo dos fãs dos clássicos, o show pareceu realmente ter começado quando tocaram a primeira de tempos mais primórdios ‘’Alice’’. Todavia, o som da casa, regulagem, ou
seja lá qual a razão, não estava dos melhores. A banda hoje composta por Eldritch (vocal), Ben Christo (guitarra), Dylan Smith (guitarra) e Ravey Davey (synths) , apresentava um som embolado, vocal baixo, graves altos, bem como backing vocals que sobrepunham os vocais de Eldritch, o que perdurou durante
um bom tempo durante a apresentação.

Uma curiosidade foi ouvir a própria platéia, gritar em coro ‘’ Aumenta, aumenta’’, mais precisamente do meio para a esquerda do palco. A melhora quanto ao som, relativamente veio, mas a apresentação em si, não. O que não é novidade para quem já viu o Sisters outras vezes, ao menos nas últimas décadas. Investem em um setlist com músicas sequer lançadas oficialmente, e não apresentam os sons que os levaram a tal patamar 30/40 anos atrás. Poderia dizer que é compreensível que uma banda de longa data,
com ao menos um vocalista remanescente de sua formação original, se canse de executar os mesmos sons durante tanto tempo, porém, além da questão setlist, Eldritch apresenta uma postura de palco de quem está apenas ‘’cumprindo tabela’’.


Em meio ao set, espaço para Dominion, Marian e More, em versões adaptadas as duas guitarras da atual formação, e citando Ben e Dylan, estes ficam por conta da performance e interação com público, tendo até uma faixa própria para ambos se destacarem ‘’Instrumental 86’’
Um real ápice dos presentes, se deu no bis com Lucretia My Reflection, Temple of Love e This Corrosion.
Fica a sensação de que, talvez seja melhor encerrar um legado honrado, do que seguir com um projeto/banda e tirar a magia do que se houve em álbuns. (e não é a primeira vez que tenho esta sensação quanto a eles).

Sisters of Mercy – Tokio Marine Hall – 18/06/2023

  1. Don’t Drive on Ice (2022)
  2. Ribbons
  3. Alice
  4. I Will Call You (2020)
  5. But Genevieve (2020)
  6. Dominion/Mother Russia
  7. Summer (1997)
  8. Show Me (2020)
  9. Marian
  10. More
  11. Instrumental 86 (2019)
  12. Doctor Jeep/Detonation Boulevard
  13. Eyes of Caligula (2020)
  14. I Was Wrong
  15. Crash and Burn (2000)
  16. On the Beach (2020)
  17. When I’m on Fire (2020)

Bis:

  1. Lucretia My Reflection
  2. Temple of Love
  3. This Corrosion
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About Andrei Ramirez

34, pai, bussiness man, vocalista. Cria do new metal, forjado no metal extremo e amante da gotiqueira (darkwave ). Resenhas de shows, álbuns e entrevistas.

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