Resenha: Tarja

No final de semana de Páscoa, São Paulo, recebeu Tarja Turunen para mais
um show histórico da carreira solo da ex-vocalista do Nightwish. Com três
shows no Brasil da RAW TOUR, originalmente programada para 2020, para
divulgar o álbum In The Raw, 2019, e que por conta da pandemia de COVID-19
só pôde acontecer esse ano. A turnê teve três paradas nas cidades de Limeira
(SP), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro nos dias 15, 16 e 17/04
respectivamente.


A abertura contou com as bandas brasileiras de Metal Sinfônico Santo Graal e
de Power Metal Shaman. Santo Graal, banda formada com mais de 20 anos de
carreira, por ser a primeira banda, tocou para um público menor, no entanto, foi
acompanhada com muita atenção, a front Woman, Nay, cantou de forma
impecável do começo ao fim, o peso do baixo comandado pela Ka Storm e a
velocidade de Thiago na bateria, cello, teclado e backing vocal por Rebeca,
Junior, respectivamente, junto das guitarras de Paulo Francioli em perfeita
harmonia e peso constante.


Shaman entregou um show à parte! A banda de Power Metal de Hugo, Luis
Mariutti e o novo vocalista Alírio Netto entregaram muita energia, velocidade e
peso em toda a apresentação com apenas uma guitarra, a banda supera em
qualidade e peso. Alírio Netto não somente canta de forma excepcional, como,
ao mesmo tempo, toca piano.


A apresentação impecável, tanto em produção quanto no setlist, emocionou o
público de longa data e o público mais jovem, que vibrou faixa a faixa do setlist
dividido em 3 momentos. Tarja abriu com Serene, seguida de Demons in you,
My Little Phoenix, Anterroom of Death, Diva e Goodbye Stranger. A vocalista
discursos, em português afiado, o quanto estava emocionada ao retornar a São
Paulo e reencontrar o público após tanto tempo fora dos palcos e o quanto
estava agradecida.
Após o interlude, com o público já aquecido, Tarja cantou e dançou como se
trouxesse algo sobrenatural ao palco e, em transe, era possível sentir toda a
aura que a envolvia. A presença de palco dela, assim como a dos guitarristas e
baixista, era potente na mesma intensidade de sua voz, pulavam e agitavam o
público. Foi a parte mais sinfônica e pesada do show, começando por Falling
Awake, Planet Hell (dos tempos de Nightwish). Undertaker, Tears in Rain e
Victim of Ritual fecham o segundo bloco do show.
A última parte abre com o piano inconfundível e de arrepiar de Innocence. As
últimas músicas mudaram a aura e trouxeram uma energia mais sombria ao
show com I Walk Alone e seu clima invernal, Dead Promises com as guitarras
mais rápidas e pesadas agitam novamente e o encerramento ficou com Until
My Last Breath.
Foram 3 grandes shows numa noite de sábado memorável em São Paulo, a
despedida emocionante de Tarja que deixou aquele até breve para mexer com
nossa ansiedade e esperança que seja muito em breve mesmo.

Confira a Galeria de fotos do show da Tarja, em São Paulo:

Texto: Allan Fernandes. Fotos: Gustavo Diakov

Agradecimentos: Isabelle Miranda/TopLink

Tarja
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About Gustavo Diakov

Idealizador disso aqui, Fotógrafo, Ex estudante de Economia, fã de música, principalmente Doom/Gothic/Symphonic/Black metal, mas as vezes escuto John Coltrane e Sampa Crew.

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