MENORES ATOS FAZ SHOW COM INGRESSOS ESGOTADOS EM SÃO PAULO

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Inaugurando a agenda de Dezembro, o Fabrique Club, na Barra Funda, recebeu neste sábado, 04 de dezembro, a banda carioca “Menores Atos”, numa noite cinza de São Paulo. 

O Fabrique está num ponto histórico de São Paulo, muito pouco conhecido. Ali na esquina, existiu o Largo da Banana, lugar onde negros se reuniam no inicio do século 20 esperando o trem de mercadorias vindas do interior da capital, ali, negros escravizados receberam soldos, carregaram peso e inventaram a tradição do samba e da boemia em São Paulo.

No fim da tarde de 04 de dezembro de 2021, já não havia nenhum sinal do samba, da boemia, nem do largo da Banana, hoje o lugar dá espaço a um viaduto que liga dois trechos da avenida Pacaembu.

Bem vindos à selva de pedra. 

UM PÚBLICO ANIMADO, NUMA RUA ANIMADA

O espetáculo da recepção ficou a cabo do público que se espalhava por diversos pontos da rua, ocupavam os botecos em frente ao Fabrique, as barraquinhas de cachorro quente, as guias das calçadas, num clima de festa. 

Casa cheia e ingressos esgotados dias antes da apresentação. 

SHOW DE ABERTURA

A banda “Putz” comandada pela Gi Ferreira e com a zoada eletrônica das guitarras ecoaram músicas que com a energia dos fãs que chegaram mais cedo, já soavam como clássicos. 

Mulheres pedalando de vestido e mulheres com suas guitarras são duas coisas que me fascinam e dessa vez não foi diferente, são vários os momentos em que o público é hipnotizado no jogo da relação entre banda e plateia, a Putz domina essa arte.

A energia foi crescendo numa escalada arrebatadora.

A atmosfera perfeita para o que viria a seguir. 

Com gritos de “FORA BOLSONARO”, belos riffs e refrões que eram cantados a pleno pulmão, a banda Putz fez valer a pena a exatidão dos fãs que chegaram mais cedo naquela noite. 

MENORES ATOS E UM PÚBLICO COM SAUDADES 

Cyro Sampaio (guitarras), Celso Lehnemann (baixo) e Ricardo Mello (bateria) formam o power trio carioca, os “Menores atos” cativaram um público fiel em terras paulistanas. 

Fãs alucinados que cantavam todas as músicas do setlist, ocuparam o salão de ponta a ponta e para a alegria dos que se fizeram presente, o show foi impecável, se houve erros ninguém percebeu, estavam todos envoltos numa atmosfera entre pedais de guitarra, luzes neon, cheiro de maconha e frases carregadas do que outrora foi chamado de música emo.

A banda abriu o show com a música “Passional”, faixa do disco “Animalia” de 2014, seguida por “Dois a zero”, “O que te trouxe até aqui”, “Breu”, “Devagar”, “Miopia”, “Transtorno”, “Karatê”, “Pressa”, “Além do caos” e as sequências primorosa “Animalia”, “Sobre cigarros e cafés” e encerrando o show com o público rendido pela canção “Sereno”.

É notável as referências do que podemos chamar de “emo true” no som da banda, influências como “Emarosa”, “Pianos become the teeth” e tudo o mais que veio como uma avalanche na década passada, agora retornam com roupagem moderna no som de bandas que tendem a aparecer cada vez mais, como os meninos do “Menores atos”.

Tem quem goste, tem quem não goste.

Do lado de cá, posso dizer que torço para que essa minha profecia se faça real ou seremos eternamente torturados pelos sertanejos universitários que insistem em invadir nossas casas pelos sistemas televisivos, as publicidades do YouTube, as ondas enferrujadas das rádios e o som alto dos carros que somam cretinos nos trânsitos da cidade. 

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