Resenha: Krisiun e Hellgarden no Carioca Club

Após quase 2 anos na sede de assistir um show, finalmente, a espera chegou ao fim.

Domingo, dia 21/11/2021, finalzinho da tarde. Chego no Carioca Club, famigerada casa, localizada em Pinheiros. As portas se abriram as 18:00 e ao entrar na casa, avistei as bancadas de Merch e após um tempo “desejando”, adquiri a peita do “Black Force Domain”, clássico álbum do Krisiun, lançado em 1995.

A abertura ficou por conta do HellgardeN, banda formada em Botucatu, interior de São Paulo. Começaram o show mostrando toda a atitude e presença de palco que tem, executando um som de responsa. Agressividade e um peso denso, que me surpreenderam logo de cara. O vocalista Diego Pascuci tem uma energia surreal, a todo momento agitando a galera que, embora tímida de início, foi se soltando e formando um circle pit. Destaque para a música “Possessed by Noise”, que fez a galera representar na roda.

A técnica que os músicos apresentam são dignas de todos os aplausos e gritos que anunciam o nome da banda. Riffs e solos de guitarra agressivos, um baixo que, se destaca por sua auditividade e uma bateria que não perdoa os tímpanos, são respectivamente executados por: Caick G. Cavallari, Guilherme Biondo e Matheus Barreiros, completando o quarteto botucatuense.

Casa cheia e às 20:00 em ponto, se inicia o caos. O trio Alex Camargo (baixo e vocal), Moyses Kolesne (guitarra e backing vocals) e Max Kolesne (bateria) sobe ao palco da casa. A clássica frase: “São Paulo… O Krisiun está aqui” é dita por Alex e sem mais, começa a execução da música “Ravager”, do álbum “Conquerors of Armageddon”, lançado no início dos anos 2000.

Sendo o primeiro show pós-desdobramento realizado no Brasil, toda a brutalidade do trio foi um prato cheio para o público. Apresentação repleta de clássicos como: Soul Devourer (que não era executada há muito tempo), Murderer, Apocalyptic Victory (dedicada ao grande Toninho Iron), Conquerors of Armageddon e Black Force Domain. Rolou também uma homenagem ao Judas Priest, com o cover da música “Grinder”.

Ovacionados pelos fãs, entregaram 1h30 de pura destruição. Como sempre, dando aula de metal extremo e impressionando até mesmo os mais familiarizados com suas apresentações. Agradecendo a presença de cada um que compareceu no evento, citando diversos músicos ali presentes e homenageando as mulheres do metal, o Krisiun mostra que, apesar de todas as dificuldades que tivemos e que ainda estamos encarando nessa pandemia, o amor pela música e o apoio ao metal nacional estão vivos como nunca.

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