Dino Cazares revela detalhes do novo álbum do Fear Factory, “Humanity In Fragments, AI Dominates”

Créditos: Stephanie Cabral (Nuclear Blast)

O primeiro LP do Fear Factory com o vocalista Milo Silvestro promete uma jornada conceitual por IA, distopia e o característico metal futurista da banda.

O guitarrista do Fear Factory, Dino Cazares, falou sobre o próximo álbum de estúdio da banda, previsto provisoriamente para ser lançado ainda este ano pela Nuclear Blast. O disco marcará o primeiro trabalho completo com o vocalista Milo Silvestro e o baterista Pete Webber, que estão em turnê com o grupo há mais de três anos.

Em entrevista recente ao New Breed TV, Cazares explicou que cada faixa do álbum virá acompanhada de uma explicação detalhada sobre a intenção lírica.

“Cada música terá sua própria sinopse detalhada sobre o que ela aborda — liricamente”, afirmou, fazendo referência ao álbum conceitual Obsolete, de 1998.

“Será mais uma descrição de cada música, a intenção por trás dela, o que as letras significam — e vai ser intenso. Vocês poderão obter mais detalhes através do nosso site, do Facebook e de todas as redes sociais. Será possível acessar todas as informações sobre o que cada música significa. Vai ser matador.”

Cazares também destacou os temas centrais do novo trabalho, que giram em torno da clássica narrativa do Fear Factory sobre o conflito entre o orgânico e o digital. “É sempre a batalha entre o orgânico e o digital… estamos 35 anos depois e é sobre isso que estamos falando agora”, disse.

“A humanidade restou apenas em fragmentos, e há muito pouca esperança… quando ela retornar, será como um novo organismo vivo que ainda nem descobrimos.”

Os fãs da instrumental “Roboticist”, já lançada anteriormente, podem esperar sua presença no álbum, com alterações no arranjo. “A parte final da música agora é a parte do meio. E está soando incrível”, adiantou Cazares.

O disco também evidencia o esforço colaborativo da nova formação. “Milo escreveu uma boa parte das letras… Ricky Bonazza, nosso baixista, também ajuda bastante nas letras”, comentou.

“Definitivamente, esses três anos ajudaram Milo a entender ainda mais o Fear Factory e onde ele se encaixa na banda.”

Cazares ressaltou que o grupo levou tempo para desenvolver o novo material, garantindo qualidade — especialmente diante das altas expectativas em torno do primeiro lançamento do Fear Factory sem o vocalista original Burton C. Bell. “Queremos que seja foda, porque quando esse disco sair, será para sempre”, afirmou.

Silvestro também contribuiu musicalmente, compondo a faixa de encerramento, descrita por Cazares como um épico cinematográfico pós-humano na linha de “Expiration Date”, do álbum Genexus, de 2015.

“É como quando redescobriram o dinossauro e o trouxeram de volta. É mais ou menos onde estamos no final do disco… Milo praticamente fez tudo sozinho nessa música”, explicou.

Sobre os vocais, Cazares observou que Silvestro equilibra homenagem e inovação. “Há momentos em que ele soa muito parecido com o Burt, mas há outras partes em que ele traz algo completamente novo, o que adiciona uma nova energia às músicas… vocês vão perceber isso ao longo de todo o disco.”

Cazares concluiu elogiando o entendimento de Silvestro sobre o legado da banda.

“Ele respeita o passado… e ama tudo isso, então é natural que carregue muitos desses elementos dentro de si, porque foi com isso que ele aprendeu.”

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