Mãe Serpente explora peso e simbolismo em seu segundo álbum

“Volume II – Fúria Sem Olhos” transita entre o stoner metal, doom metal, metal tradicional e hard rock setentista

Foto (Crédito: Ana Clara Barbosa)

 
Após dez anos construindo sua trajetória na cena underground de Minas Gerais, a Mãe Serpente apresenta seu segundo álbum, intitulado “Volume II – Fúria Sem Olhos”, marcando uma nova etapa na carreira do trio formado por Fernando Dias (vocal e guitarra), Mário Rodrigues (baixo) e Victor Espeschit (bateria). Com lançamento nas plataformas digitais, o álbum reúne oito composições que transitam entre o stoner metal, doom metal, heavy metal tradicional e hard rock dos anos 70. A gravação, mixagem e masterização do álbum foram realizadas no Audio One Studios por Alan Wallace, enquanto as vozes foram registradas no 415 Home Studio.
 
“Fúria Sem Olhos”, escolhida para abrir o repertório e também lançada como primeiro single, utiliza a fúria como impulso para romper a inércia. “Queríamos criar uma música que carregasse a força das grandes faixas de abertura do heavy metal. ‘Fúria Sem Olhos’ não perde tempo para mostrar sua identidade: ela transforma a fúria em uma força primordial, capaz de romper a inércia e impulsionar a mudança antes mesmo que exista qualquer julgamento”, explica Fernando Dias. 


Confira o videoclipe de “Fúria Sem Olhos”:


 
Já a faixa “Rei Caçador” amplia o universo simbólico ao buscar inspiração em Oxóssi, orixá associado à caça, ao conhecimento e à prosperidade. “Apostamos em riffs cadenciados, estruturas mais extensas e uma atmosfera épica, inspirada no heavy metal e no black metal, para criar uma música que envolve o ouvinte”, destaca  Dias.
 
“O Distraído” volta o olhar para o cotidiano contemporâneo, acompanhando um personagem preso à repetição das tarefas diárias, vivendo uma rotina que remete ao mito de Sísifo reinterpretado pelo filósofo Albert Camus. “Mergulhamos no hard rock setentista, com riffs diretos e cheios de groove, inspirados por Tony Iommi, do Black Sabbath, e Leslie West, do Mountain”, descreve o vocalista e guitarrista.
 
“Rockceta” traz o lado mais descontraído da banda, enquanto “Somelier de Carniça” utiliza ironia e metáforas para criticar a submissão e a naturalização das desigualdades sociais. Já a faixa “Ferro e Sangue” explora o conflito entre dor emocional e física, com sutis influências do blues. “Vozes do Universo” traz uma atmosfera lenta, pesada e ritualística inspirada na Cabalá, enquanto a faixa-título “Mãe Serpente” encerra o álbum sintetizando todo o conceito da obra.


 
Ouça “Volume II – Fúria Sem Olhos” nas plataformas de streaming em https://offstep.link/261192051033
 
Mídias sociais:
Instagram: https://www.instagram.com/mae_serpente
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Contato: fernandomendesdias@hotmail.com

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