“A inspiração sempre é a música, é a nossa diva!”, entrevista com Pepe Bueno

Fotos por Marcelo Creelece e Duane Cartaxo

Nesta entrevista, Pepe Bueno comenta sobre sua trajetória musical rica e versátil, marcada pela transição do rock enérgico para uma sonoridade que mescla blues, MPB e rock rural. Ao compartilhar sua experiência com o Tomada e o surgimento de Os Estranhos, ele destaca a importância da experimentação e da diversidade de influências. Além disso, o músico aborda sobre o show de lançamento de seu novo disco e planos futuros. 

Guilmer: – Fala, Pepe! Valeu demais por trocar essa ideia com a gente. Pra começar, conta um pouco sobre você, sua caminhada na música, suas influências… Enfim, quem é o Pepe por trás do som? 

Pepe: Fala, galera do Sonoridade. Obrigado pelo espaço e vamos conversar. 

O Pepe Bueno & Os Estranhos são vários, desde o raivoso Peputo, que ouve Sepultura e sons agressivos, até o pepito, fã de Gal Costa e Joan Baez. Somos luz e sombra e isso é a tradução do meu som e arte. 

Guilmer: – Eu vi que antes de seguir solo, você fazia um rockzão com a galera do Tomada. Dei um play e curti! Mas agora, seu som tem uma vibe mais “diferentona”, flertando com blues e outras paradas. Como foi essa transição? O que te levou a explorar essas novas sonoridades? 

Pepe: O Tomada é um rockão e fomos moldando a banda com tempo, nos últimos trabalhos já estavamos flertando com o rock rural e até MPB. O Blues tava ali também e trazemos isso nos Estranhos, mas trazemos as caracteristicas de músicos como Rodrigo Hid, que fez parte da Patrulha do Espaço e Pedra, que é um cara super eclético. Xande traz o vigor que tinha no Baranga, mas agora pode experimentar composições como “Leva Flores pra Ela”, que mistura o samba com o Blues, e essa panela me interessa, esses temperos fazem a sonoridade de “Confissões e Outros Blues”. 

Guilmer: – E como surgiu a ideia de montar Os Estranhos? Como vocês chegaram nessa identidade sonora que a banda tem hoje? 

Pepe: Em 2015, eu estava gravando o meu album “Eu, o Estranhos” (antes, em 2007, foi gravado “Nariz de Porco não é Tomada”), com Junior Muelas e Alberto Sabella, ambos da banda Rio Pretense chamada “Estação da Luz”.Ali, decidi ter uma banda para tocar nos shows, e como sou fã de todos como compositores, sempre nos discos posteriores ,”Preces e Tentações” de 2019 e “Bagunça” de 2022 existem composições com os caras da banda, era a minha “All Star Band”,

e assim estamos até hoje juntos, mesmo quando não tocamos com a formação completa. 

Guilmer: – Agora, sobre o disco novo… Esse já é seu terceiro trampo solo! Conta pra gente: quais foram as grandes inspirações por trás do Confissões e Outros Blues? 

Pepe: A inspiração sempre é a música, é a nossa diva. Somos fascinados por ela e essa devoção faz com que a banda toque ela com o maior tesão do mundo. 

Eu ouvi e pirei em Momentos e Diablues! Tem alguma faixa que é a sua favorita do álbum? Se sim, por qual motivo? 

Pepe: Que legal. “Diablues” é uma composição do tecladista, um som feito a base do piano, um boogie/blues. “Momentos” é uma música minha, de despedida, de amor, de recordações, mais um flerte com o Rock Rural, que tanto gosto. A única faixa que canto é “Desconectando”, eu curto ela, é a parte de confissões do disco, meu ar psicodélico paulista. 

Guilmer: – Eu ouvi e pirei em Momentos e Diablues! Tem alguma faixa que é a sua favorita do álbum? Se sim, por qual motivo? 

Pepe: Que legal! “Diablues” é uma composição do tecladista, um som feito a base do piano, um boogie/blues. “Momentos” é uma música minha, de despedida, de amor, de recordações, mais um flerte com o Rock Rural, que tanto gosto. A única faixa que canto é “Desconectando”, eu curto ela, é a parte de confissões do disco, meu ar psicodélico paulista. 

Guilmer: – E teve também o show de lançamento lá no Sesc Belenzinho. Como foi essa experiência? 

Pepe: Foi demais, logo devem sair videos, e as fotos já estão rolando por ai. Fazer um som com ThunderBird, Saco de Ratos, Paulo Resende e Paulão do Velhas Virgens é um mundo amplo que Os Estranhos possibilitam o nosso som transitar. Adoro essa amplitude e ainda podemos tocar Heavy Metal e MPB. 

– Esse evento teve participações. Como foi essa conexão nos ensaios? Vocês já se conheciam ou meio que rolou um improviso? 

Pepe: Foi uma loucura deliciosa. Conhecia a galera, mas criamos uma conexão maior apos os ensaios e show, rolou muita sintonia nossa com todos, um respeito sonoro e uma puta sonzeira. Estamos aqui pelo som e sempre estaremos.

Guilmer: – Pra fechar, manda pra gente o que vem por aí! Quais são os planos e expectativas, tanto na sua carreira solo quanto com Os Estranhos? 

Pepe: Vamos colocar o bloco na rua e espero ficar com esse show em 2025, estamos com um projeto de BLUES BR fazendo releituras de músicas brasileiras com os nossos blues e tem sido bem legal também. E depois de tudo isso quem sabe fazer um album de blues br com essa mistura toda. Venham nos nossos shows tem sido maior vibe.

Ouça o álbum aqui:

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About Guilmer da Costa Silva

Movido pela raiva ao capital. Todo o poder ao proletariado!

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