Entrevista: Adriano Ferreira

Conversamos com Adriano ferreira, organizador do Tornado fest, festival que acontece em Indaiatuba

Sonoridade Underground: A quanto tempo o festival acontece? É a primeira edição ou já ocorreram outras edições

 Adriano: A primeira edição do festival foi em 2019 teve basicamente a mesma quantidade de bandas igual a este ano (9) a diferença que um palco era acústico e o outro “elétrico”. Íamos fazer no ano seguinte mas aí a pandemia veio. Então estamos na segunda edição do festival.

Sonoridade Underground: Rola um patrocínio por trás? Ou é tudo no famoso DIY?

Adriano: Eu e o Guilherme Malaquias somos 100% independente, são duas pessoas normais sem caixa, sem incentivo fazendo o festival. Mas graças aos patrocinadores conseguimos viabilizar o evento que tem custos altos para nossa realidade como cena rock underground. Sem patrocínio o evento fica mais apertado de acontecer hehe.

Sonoridade Underground: E como rola o suporte local, de bandas e público?

 Adriano: A ideia do festival além de trazer bandas maiores do nosso meio é também dar uma oportunidade boa para uma banda tocar em um lugar com estrutura. Se esforçamos ao máximo para as bandas tocarem num palco com som bom, onde os horários são cumpridos a risca, tenha um espaço pra banda ficar, comer alguma coisa, um evento que é mais que um evento comum e sim algo que passa este limite e oferece uma experiência diferente para todos.

Sonoridade Underground: Você acredita que isso incentiva as pessoas a colaborarem mais com a cena ?

Adriano: Acredito muito! É uma cena sem ajuda, público menor que os outros estilos musicais. Além de ter muitas bandas legais que levem a sério precisamos também de espaço para essas bandas que estão ralando para conquistar um espaço, e aí vem o público que comparece e ajuda também. É uma roda de responsabilidades de várias pessoas: banda- estúdio de gravação-clipe- divulgação-casa de show- público. Todos fazendo seu papel bem feito a roda gira e funciona!

Sonoridade Underground: Realizar um festival com um line de peso, em um final de pandemia (vamos falar final pq eu to confiante haha) é uma responsabilidade muito grande, como se sente com isso?

Adriano: A gente tá querendo fazer esse festival a pelo menos 2 anos e entendemos que todos estão na sede de tocar. Por outro lado tem a responsabilidade pois a pandemia ainda não acabou e vai demorar para extinguir 100%. Estamos buscando em fazer as coisas dentro da lei e seguindo os protocolos de segurança, pedimos também a colaboração do público em comparecer no evento e se cuidando.

Sonoridade Underground: Qual foi o critério para a escolha das bandas? rolou uma votação do público, ou algo do tipo?

 Adriano: Neste ano procuramos bandas que estavam mais próximas de nós, mas com alguns requisitos: banda boa que estivesse na ativa e estivesse afim de ajudar na divulgação. Querendo ou não se eu chamar uma banda que não tem público, saímos no prejuízo e o festival não acontece, entende? Para o próximo vamos fazer algum concurso pois tem muita gente pedindo para participar!

Sonoridade Underground: Quais suas expectativas quanto ao festival?

 Adriano: Estamos muito animados! Eu não conheço nenhum evento pelo menos aqui na cidade que foi assim com dois palcos e toda estrutura. Estamos muito ansiosos para o dia e gostaríamos muito que público comparecesse em peso.

Sonoridade Underground: Pergunta óbvia, porém sempre é necessário frisar essas questões, quais medidas de segurança vão ser tomadas durante o festival?

Adriano: Pra começar o Casablanca tem um espaço para 1900 pessoas em seu todo local segundo o dono. A gente não espera nem metade disso, então vai ter bastante espaço para todos. Obviamente máscara, álcool em gel e carteira de vacinação para a entrada. Estamos seguindo o que os órgãos estão passando para nós mas o público precisa nos ajudar também. 

Sonoridade Underground: Para finalizar, quer deixar um recado pra quem não garantiu o ingresso ainda?

Adriano: Se vc é de Indaiatuba vai ser um vacilao se não colar. Olha esse line, olha essa estrutura, se não gosta de nenhuma banda pode vir pelo menos pra comer um bom hamburger (spoiler) de um dos nossos food trucks. Nada adianta falar que ajuda a cena, se não comparece no rolê grande da sua própria cidade. Galera das redondezas também, compareçam pois será incrível! Não é longe de Campinas, Sorocaba, Itú, Valinhos e vcs vão colar num evento de pessoas sérias, que são da cena de bandas autorais a muito tempo e tão dando sangue pra fazer uma parada nível festivais de São Paulo. Eu toquei 5 anos numa banda chamada Black Days, rodei vários estados, grandes festivais, bandas internacionais, então tô juntando toda essa experiência pra colocar aqui no nosso interior que é incrível mas que não tem roles de níveis alto, então COMPAREÇA!

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About Gustavo Diakov

Idealizador disso aqui, Fotógrafo, Ex estudante de Economia, fã de música, principalmente Doom/Gothic/Symphonic/Black metal, mas as vezes escuto John Coltrane e Sampa Crew.

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