Banda de Los Angeles (EUA) se apresenta no dia 31/10, no Fabrique Club, com realização da Maraty
Crédito: Justin Hammer Photography
A banda norte-americana Fishbone se apresenta neste sábado (31), a partir das 17h, no Fabrique Club, em São Paulo. O show, realizado pela Maraty, traz ao Brasil uma das formações mais inventivas surgidas na cena punk de Los Angeles, conhecida por unir punk, ska, funk e soul em uma música explosiva, socialmente consciente e marcada por forte presença de palco.
A banda convidada do evento é a paulistana de ska feminina Maga Rude.
Ingressos: fastix.com.br/events/fishbone-
Os mestres de uma geração
Antes de o Red Hot Chili Peppers se tornar uma das maiores bandas de rock do mundo, o Fishbone já dividia com ela os palcos de Los Angeles. As duas bandas cresceram juntas na cena dos anos 1980, criaram laços próximos e chegaram a excursionar lado a lado, misturando funk, punk e rock pesado numa época em que poucos se arriscavam nessa combinação.
O Fishbone também abriu caminho para nomes como No Doubt, Sublime e Primus, e anos depois chegou a regravar “Date Rape”, do Sublime, numa homenagem à geração que ajudou a formar. Questlove, baterista do The Roots, resumiu essa trajetória ao definir o Fishbone como a maior banda que o mundo ignorou.
Com mais de quatro décadas de trajetória, o Fishbone construiu sua história como uma banda que atravessou fronteiras musicais sem suavizar o discurso. Desde o fim dos anos 1970, a formação se tornou referência pela combinação de metais, baixo funk, guitarras de punk e rock pesado, vocais intensos e letras ligadas a temas políticos, raciais e sociais.
Stockholm Syndrome
O show em São Paulo acontece em um momento importante da trajetória da banda. Em 27 de junho de 2025, o Fishbone lançou Stockholm Syndrome, nono álbum de estúdio da carreira e primeiro registro completo em mais de 20 anos. O disco retoma a energia caótica, as melodias diretas e o comentário político que acompanham a banda desde seus primeiros anos, agora com canções que tratam de vida contemporânea, tensões sociais, relações pessoais, sobrevivência e redenção.
O primeiro single do álbum, “Racist Piece of Shit”, também apresentado como “RxPxOxS”, saiu em novembro de 2024 e trouxe uma crítica direta ao racismo global, com a intensidade característica do Fishbone.
Já “Last Call in America”, faixa com participação de George Clinton, foi composta por Christopher Dowd e Walter “Dirty Walt” Kibby, integrantes originais da banda, e comenta as dificuldades econômicas e sociais dos Estados Unidos.
Sobre “Racist Piece of Shit”, Christopher Dowd afirma que “a música é um alerta para que a humanidade reconheça o ponto de ruptura que está dilacerando a alma deste país e do mundo”.
A presença de George Clinton em Stockholm Syndrome reforça a ligação do Fishbone com a tradição do funk norte-americano. Nome central do Parliament-Funkadelic e fã da banda desde o início, Clinton já havia participado de um disco do Fishbone em 2000, ao lado de Gwen Stefani, do No Doubt, e Rick James.
Documentário
A trajetória da banda também foi registrada no documentário Everyday Sunshine: The Story of Fishbone, lançado em 2010, que recupera os altos e baixos de uma carreira marcada por pioneirismo, energia criativa, dificuldades de mercado e uma influência reconhecida por músicos de diferentes gerações.
Relevante até hoje
Nos últimos anos, o Fishbone voltou a circular com força. A banda dividiu palcos com nomes como Madness, Tool e Primus, fez turnês de inverno pelos Estados Unidos e pela Europa, realizou shows próprios no verão norte-americano e integrou datas da Summer Circus Tour, do Less Than Jake, além de participar das edições de Long Beach e Washington, D.C. da Vans Warped Tour 2025.

Serviço
Fishbone em São Paulo
Data: 31 de outubro de 2026, sábado
Horário: 17h (abertura da casa) | 18h (Maga Rude) | 19h (Fishbone)
Local: Fabrique Club
Endereço: Rua Barra Funda, 1071, Barra Funda, São Paulo, SP
Ingressos: fastix.com.br/events/fishbone-
Realização: Maraty
Mais informações
instagram.com/tedesco.com.
