LANDMVRKS estreia na América Latina com Carioca Club em ebulição

Banda francesa entregou uma noite de metalcore intensa, com mosh pits, coro do público e banda emocionada

Fotos por Gabriel Ramos (@gabrieluizramos)

O domingo (20) foi de estreia histórica para o LANDMVRKS. Pela primeira vez na América Latina, a banda francesa desembarcou em São Paulo e encontrou um Carioca Club lotado, preparado para transformar a noite em uma verdadeira celebração do metalcore. E foi exatamente isso que aconteceu: do primeiro ao último minuto, o público não parou.

Antes dos franceses, a AXTY teve a missão de aquecer a casa e não decepcionou. A banda brasileira apresentou um repertório de 13 músicas, começando com “Take Me Down” e passando por “fragile”, “Who I Am”, “Relaxing Nature Sounds”, “Selfish”, “Nothing But Pain”, “End This”, “What I’ve Become”, “dismay”, “all I love”, “Flowers and Butterflies Lullaby”, “You’ll Find Me” e “Six Feet Under”. A apresentação mostrou uma banda confortável no palco e pronta para conversar diretamente com uma plateia que já estava em clima de entrega total.

Quando as luzes se apagaram novamente, era hora do LANDMVRKS. “Creature” abriu a apresentação com impacto imediato. Não demorou para surgirem as primeiras rodas de mosh, enquanto o público cantava e pulava sem dar espaço para o silêncio.

Na sequência, “Death” aumentou ainda mais a intensidade. A música funcionou como um convite definitivo para o caos na pista, com mosh pits se formando em diferentes pontos do Carioca Club. “Blistering”, umas das favoritas do público, manteve o ritmo acelerado, seguida por “A Line in the Dust”, que mostrou a capacidade da banda de alternar peso e melodias sem diminuir a energia.

A pesada “Sulfur” e a rápida “Say No Word” continuaram levando o público ao limite. A impressão era de que ninguém queria perder um segundo: braços para o alto, rodas de mosh, gente pulando e, principalmente, todos cantando junto.

Em “Scars”, o público assumiu novamente uma parte importante dos vocais. Já “Suffocate” preparou uma mudança de clima antes do momento acústico. Com Florent Salfati no violão, a banda apresentou La valse du temps”, criando uma atmosfera mais intimista dentro de uma noite dominada pelo peso.

Mas a calmaria durou pouco. A clássica “Lost in a Wave” devolveu o Carioca Club ao caos. Um dos momentos mais aguardados da noite, a música foi acompanhada em coro pela plateia, enquanto novas rodas de mosh tomavam conta da pista.

“Rainfall”, “Blood Red” e “Requiem” mantiveram a sequência com diferentes nuances, mas sempre com o público participando ativamente. Em praticamente todas as músicas, havia alguém pulando, cantando ou abrindo espaço para mais uma roda de mosh.

Na reta final, “The Darkest Place I’ve Ever Been” trouxe o material mais recente da banda para o centro da apresentação. A faixa mostrou que a conexão do público com o LANDMVRKS não estava restrita aos clássicos: o repertório atual também foi recebido com muita intensidade.

Para fechar, “Self-Made Black Hole” colocou o Carioca Club novamente em ebulição. Foi o encerramento perfeito para uma apresentação em que o público praticamente não parou um minuto.

Entre uma música e outra, Florent Salfati fez questão de agradecer a recepção brasileira. Em determinado momento, o vocalista falou sobre todos os pedidos que a banda recebeu ao longo dos anos para vir ao país e resumiu a realização daquele encontro ao dizer que finalmente estavam respondendo ao famoso “come to Brazil”.

E a resposta veio da forma mais barulhenta possível.

Na estreia do LANDMVRKS na América Latina, São Paulo entregou uma noite à altura da expectativa. Com a AXTY fazendo uma abertura consistente, o Carioca Club lotado e uma plateia participativa do início ao fim, a banda francesa deixou claro que a espera valeu a pena, e que o “come to Brazil”, finalmente, foi atendido. Facilmente um dos melhores shows do ano, quem perdeu, com certeza se arrependeu.

LANDMVRKS SETLIST – 20/09/26 – CARIOCA CLUB

  1. Creature
  2. Death
  3. Blistering
  4. A Line in the Dust
  5. Sulfur
  6. Say No Word
  7. Scars
  8. Suffocate
  9. La valse du temps
  10. Lost in a Wave
  11. Rainfall
  12. Blood Red
  13. Requiem
  14. The Darkest Place I’ve Ever Been
  15. Self-Made Black Hole
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