Galo de Briga fala sobre o álbum “Ruas”, influências e próximos passos da carreira em nova entrevista

Com letras carregadas de realidade urbana, críticas sociais, bebedeiras e a energia crua do punk/hardcore, a Galo de Briga vem conquistando espaço dentro do underground nacional desde sua formação em 2023. Em entrevista, a banda falou sobre o surgimento do grupo, o processo criativo do álbum Ruas, as influências musicais, a cena punk brasileira e os planos para o futuro.

Confira a entrevista completa abaixo:

Galo de Briga fala sobre o álbum “Ruas”, influências e próximos passos da carreira em nova entrevista

Com letras carregadas de realidade urbana, críticas sociais, bebedeiras e a energia crua do punk/hardcore, a Galo de Briga vem conquistando espaço dentro do underground nacional desde sua formação em 2023. Em entrevista, a banda falou sobre o surgimento do grupo, o processo criativo do álbum Ruas, as influências musicais, a cena punk brasileira e os planos para o futuro.

Confira a entrevista completa abaixo:

1. Como surgiu a ideia de formar a Galo de Briga em 2023 e qual foi o ponto de partida da identidade sonora da banda?

Marcos Maccione:
“Eu, Marcos Maccione (vocalista), junto com o Cristiano (guitarrista), já tocávamos juntos em outra banda. Essa banda acabou ficando parada por um tempo e sentimos a necessidade de montar outro projeto, algo que tivesse mais a nossa cara naquele momento. Foi quando chamamos o Gepão (baixista) e o Hander (baterista); eu já conhecia eles de outras bandas e sabia que tinham uma pegada que combinava com a proposta.

Aí começamos a ensaiar e o entrosamento foi o fator fundamental desde o início. Tudo fluiu muito natural. Temos praticamente os mesmos gostos musicais, etílicos e até torcemos pro mesmo time, então isso ajudou muito a criar essa identidade forte da banda desde o começo (risos).”

2. O álbum Ruas traz uma temática muito ligada à realidade urbana brasileira. Quais experiências pessoais mais influenciaram as letras do disco?

Marcos Maccione:
“Todas as músicas do disco expressam alguma situação vivida por nós de forma direta ou indireta. As letras nascem muito do nosso dia a dia, do que a gente vê e vive na rua mesmo. Contam histórias de bebedeiras, momentos de zoeira, mas também trazem coisas do cotidiano mais pesado, pensamentos políticos e muita indignação com os governantes e com a situação do país. É um retrato bem honesto da nossa realidade, sem filtro.”

3. Vocês misturam referências clássicas do punk e hardcore internacional com nomes importantes da cena brasileira. Como essas influências aparecem na composição da banda sem tirar a identidade própria do grupo?

Marcos Maccione:
“O som do Galo de Briga é uma junção de várias bandas e influências que cada integrante carrega. Com influências que vão de Ramones, Motörhead, NOFX e Misfits a nomes como Cólera, English Dogs, Pennywise, T.S.O.L., D.R.I., Macabre e Gwar, não tem como fugir dessa bagagem que sempre fez parte da nossa formação musical.

Além disso, escutamos muita banda nacional e todos os membros já tocaram em várias outras bandas ao longo dos anos, então o Galo de Briga acabou absorvendo tudo isso. No fim, essas referências se misturam de forma natural e ajudam a construir uma identidade própria, sem soar forçado.”

4. O punk sempre teve um papel social e político muito forte. Qual vocês acreditam ser o papel da Galo de Briga dentro do cenário atual do underground nacional?

Marcos Maccione:
“A gente procura expressar toda nossa raiva e indignação nas músicas, que é algo muito presente no punk desde sempre. Mas também gostamos de mostrar nossa rotina de vida, nossas bebedeiras e outras loucuras (risos), porque isso também faz parte de quem somos.

Acho que o papel da banda é ser verdadeiro, sem fingimento. E, mesmo com pouco tempo de estrada, acredito que já estamos conseguindo nos firmar dentro do cenário underground. Nos shows, na troca com outras bandas e na convivência dentro da cena, as portas vêm se abrindo a cada apresentação que fazemos, o que mostra que estamos no caminho certo.”

5. O disco possui 17 faixas e uma energia bastante intensa. Como foi o processo de composição e gravação de “Ruas”?

Marcos Maccione:
“Foi tudo bem tranquilo, até mais do que a gente imaginava no começo. As músicas foram surgindo naturalmente, uma atrás da outra, e quando vimos já tínhamos bastante material. As ideias fluíram bem e cada um foi contribuindo dentro da sua forma de criar.

Na parte das gravações também foi rápido, sem muita complicação, o que até surpreendeu a gente. Acho que isso ajudou a manter a energia crua e direta do disco.”

6. As músicas abordam temas como violência cotidiana, resistência, revolta e bebedeiras. Existe alguma faixa que represente de forma mais completa a essência da banda?

Marcos Maccione:
“Tem sim, ‘Bêbado Bebendo’. Essa música resume bem a essência da banda em vários sentidos, tanto na sonoridade quanto na temática. Ela tem essa mistura de energia, atitude e também o lado mais descontraído que a gente carrega.

Foi, inclusive, a música que escolhemos pra gravar o clipe, justamente por representar bem o espírito do Galo de Briga.”

7. A cena underground paulista sempre revelou bandas importantes. Como vocês enxergam o atual momento do punk/hardcore em São Paulo e no Brasil?

Marcos Maccione:
“Eu acho que o movimento nunca morreu, ele sempre se manteve ativo de alguma forma. Muitas bandas antigas continuam na ativa, fazendo shows e lançando material, e ao mesmo tempo surgiram várias bandas novas e muito boas.

Isso mostra que o cenário se renova constantemente e continua vivo. Sempre tem gente nova chegando com ideias novas, o que mantém a cena interessante e forte.”

8. As apresentações ao vivo da Galo de Briga têm chamado atenção pela intensidade. O que o público pode esperar dos shows da turnê do álbum “Ruas”?

Marcos Maccione:
“Entrega total da banda do começo ao fim. Não importa se o lugar é pequeno ou grande, se tem muita ou pouca gente, a energia é sempre a mesma.

A gente sobe no palco pra fazer um show direto, sem enrolação, pesado e nervoso. Quem for assistir pode esperar intensidade, barulho e muita troca com o público.”

9. Como foi trabalhar com a Porcoburger Records no lançamento do álbum físico e digital?

Marcos Maccione:
“Foi bem sossegado, tudo aconteceu de forma bem natural. Não teve aquela pressão ou complicação, foi mais na parceria mesmo. E claro, sempre rolava aquela resenha, cerveja e churrasco depois do trabalho (risos), o que deixou tudo ainda mais leve. Foi uma experiência positiva pra banda.”

10. Depois do lançamento de “Ruas”, quais são os próximos passos da Galo de Briga? Já existem planos para novos clipes, turnês ou material inédito?

Marcos Maccione:
“A gente não parou. Continuamos fazendo shows e já estamos finalizando as gravações do próximo álbum, então vem coisa nova por aí. Também temos planos de lançar mais dois clipes em breve. O trabalho segue intenso.

Só posso adiantar que o próximo álbum vai se chamar ‘IRRITADO E IRADO’, e já diz bastante sobre o que vem pela frente.”

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