Tool faz estreia no Brasil com show minimalista e foco total na experiência sonora no Lollapalooza 2025

Foto: Tati Silvestroni/Music Non Stop

O Tool realizou sua aguardada estreia no Brasil na noite do último domingo (30), no Lollapalooza Brasil 2025. Escalada como atração de encerramento do palco Samsung Galaxy, a banda norte-americana entregou uma apresentação de 90 minutos marcada por intensidade sonora, escolhas pouco convencionais e mínima interação com o público.

Sem exibir imagens dos músicos nos telões, sem discursos prolongados e praticamente sem pausas entre as músicas, o quarteto manteve sua proposta artística intacta. No lugar de closes e apelos visuais tradicionais, o público acompanhou animações psicodélicas e imagens abstratas, reforçando a ideia de que a música é o elemento central da experiência.

Formado por Maynard James Keenan (vocais), Adam Jones (guitarra), Justin Chancellor (baixo) e Danny Carey (bateria), o Tool apresentou um repertório que percorreu diferentes fases de sua carreira de 35 anos. A abertura ficou por conta de “Fear Inoculum”, faixa-título do álbum lançado em 2019, com mais de dez minutos de duração, escolha pouco comum para iniciar um show.

Um dos momentos mais comentados da noite foi a participação da guitarrista brasileira Jéssica di Falchi, ex-Crypta, que subiu ao palco para executar “Jambi”, do disco 10,000 Days (2006). A colaboração representou uma rara quebra de protocolo, já que o grupo dificilmente recebe convidados em suas apresentações.

O uso dos telões voltou a dividir opiniões. Conhecido por restringir o uso de sua imagem e evitar transmissões ao vivo, o Tool manteve o padrão estético que privilegia projeções artísticas em vez de filmagens da performance. Mesmo em formato de festival, as câmeras não podiam realizar aproximações. Em apresentações solo, o grupo costuma inclusive proibir o uso de celulares, algo flexibilizado nesta turnê sul-americana.

No aspecto técnico, Danny Carey foi um dos grandes destaques da noite. Aos 63 anos, o baterista demonstrou precisão e vigor, ocupando posição central no palco e recebendo iluminação diferenciada ao longo do set.

O repertório oficial previa dez faixas, com encerramento em “Ænema”. No entanto, a banda surpreendeu ao incluir “Flood”, ainda que em versão reduzida, um raro aceno ao álbum de estreia Undertow (1993), normalmente ausente nos setlists recentes.

Com plateia menor em comparação a outros headliners do espaço, mas visivelmente engajada, o Tool entregou uma apresentação fiel à sua identidade artística: densa, técnica e pouco convencional, características que consolidam sua posição como uma das bandas mais singulares do metal alternativo.

Setlist Tool – Lollapalooza 2025

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