Com setlist abrangendo diferentes fases da carreira, banda entrega apresentação poderosa
Fotos por Leca Suzuki (@lecasuzukiphoto)
A noite de 23 de abril de 2026 ficará marcada como uma noite de celebração intensa da conexão entre banda e público na Audio. Em um sideshow que antecede sua participação no Bangers Open Air, o In Flames entregou uma apresentação dinâmica e poderosa, equilibrando diferentes fases de sua discografia com uma execução segura e um público completamente entregue.
Antes da aguardada entrada do In Flames, os paulistanos do Throw Me to the Wolves assumiram a responsabilidade de aquecer o público, e fizeram isso com segurança e intensidade. Com um set sólido de aproximadamente 40 minutos, a banda apresentou um recorte bem estruturado de seu álbum de estreia, Days of Retribution, evidenciando maturidade e identidade sonora.
A mistura de death metal melódico e metalcore funcionou de forma eficaz ao vivo, mantendo a plateia engajada desde os primeiros acordes. Faixas como “Chaos” e “Tartarus” se destacaram pela energia e precisão, enquanto “Gates of Oblivion” reforçou o peso e a consistência do grupo no palco. O encerramento com “Gaia” veio como um ponto alto, recebendo boa resposta do público, que já se mostrava numeroso e ansioso pelo headliner da noite.
Com uma performance coesa e bem recebida, o Throw Me to the Wolves cumpriu seu papel com competência, preparando o terreno para o que ainda estava por vir.
Com um pequeno atraso de 15 minutos, In Flames inicia sua noite; desde os primeiros acordes de “Pinball Map”, ficou evidente que a resposta da plateia seria um dos pilares da noite. A clássica faixa abriu caminho para “The Great Deceiver”, já trazendo uma sonoridade mais contemporânea e mantendo o ritmo elevado. Em seguida, “Deliver Us” surgiu como um dos primeiros grandes momentos coletivos, com o público acompanhando em coro cada verso, reforçando o peso emocional da faixa dentro do repertório da banda.
“The Quiet Place” não apenas manteve o nível de energia como também protagonizou uma das cenas mais curiosas da noite: o vocalista interagiu diretamente com os fãs ao pegar o celular de um deles e registrar imagens da banda durante a execução da música, ampliando ainda mais a sensação de proximidade com o público. A sequência com “In the Dark”, “Voices” e “Cloud Connected” consolidou o domínio do grupo sobre a plateia, especialmente nesta última, onde a reação foi imediata e intensa, com fãs cantando juntos, foi lindo de se ver.
A pedradas “Trigger” e “Only for the Weak” elevaram ainda mais a temperatura do show. Ambas funcionaram como verdadeiros catalisadores de energia, com rodas de mosh se formando e uma resposta quase instantânea do público, que transformou a pista em um pandemônio. A escolha dessas faixas evidencia a força do catálogo mais clássico da banda, que segue ressoando com diferentes gerações de fãs.
Na parte intermediária do set, “Meet Your Maker” e “State of Slow Decay” trouxeram o peso das composições mais recentes, mostrando como o grupo mantém relevância sem abandonar suas raízes. “Alias” e “The Mirror’s Truth” reforçaram essa ponte entre passado e presente, sendo que, nesta última, o vocalista incentivou a abertura de uma grande roda no meio da pista, prontamente atendido pelos fãs, em um dos momentos mais visuais e intensos da apresentação.
A reta final veio com “I Am Above” e o clássico absoluto da bana “Take This Life”, fechando o set de forma explosiva e reafirmando a capacidade do In Flames de encerrar seus shows com impacto máximo. A resposta do público, novamente, foi à altura, com o público enloquecido cantando cada frase como se fosse a última de suas vidas.
Além do desempenho da banda, a atmosfera geral contribuiu para a grandiosidade da noite. A plateia cantou praticamente todas as músicas, mantendo um nível de engajamento raro mesmo para padrões de shows de metal. As rodas de mosh surgiram em diversos momentos, mas sempre dentro de um clima de celebração, sem perder o caráter festivo que marcou toda a apresentação.
Outro ponto curioso foi a presença de Michael Amott no camarote, adicionando um elemento simbólico à noite, especialmente considerando sua relevância dentro da cena e sua ligação com o Arch Enemy.
Com produção da Honorsounds, o evento cumpriu seu papel ao entregar uma experiência sólida e bem estruturada, preparando o terreno para a aguardada apresentação da banda no festival nos dias seguintes no festival Bangers Open Air. Mais do que um simples sideshow, a performance na Audio funcionou como um lembrete claro da força do In Flames ao vivo: uma banda que, mesmo após décadas de carreira, segue capaz de mobilizar multidões e transformar cada apresentação em um evento memorável.
IN FLAMES SETLIST – AUDIO CLUB – 23/04/2026
- Pinball Map
- The Great Deceiver
- Deliver Us
- The Quiet Place
- In the Dark
- Voices
- Cloud Connected
- Trigger
- Only for the Weak
- Meet Your Maker
- State of Slow Decay
- Alias
- The Mirror’s Truth
- I Am Above
- Take This Life



























