Na sua estreia no Brasil, o Dirty Honey mostrou, com um hard rock cru e cheio de atitude, porque vem conquistando cada vez mais espaço e visibilidade no cenário mundial.

Representando a nova geração, a banda entrega performance intensa, conquista o público e prova que o espírito do rock clássico segue mais vivo do que nunca

Fotos por Ricardo Matsukawa

O show do Dirty Honey no Monsters of Rock 2026, em São Paulo, foi mais do que uma simples apresentação em festival: representou um momento simbólico para uma banda que carrega nas costas a responsabilidade de manter vivo um estilo que muitos consideram pertencente ao passado. Em meio a nomes consagrados, o grupo norte-americano mostrou que não está ali apenas como “promessa”, mas como uma realidade cada vez mais sólida dentro do hard rock contemporâneo.

A apresentação marcou também a primeira passagem da banda pelo Brasil, o que trouxe um clima especial desde os primeiros minutos. Havia uma expectativa natural por parte do público, tanto pela crescente popularidade do grupo quanto pela curiosidade de ver, ao vivo, uma banda que ganhou notoriedade justamente por resgatar uma sonoridade clássica com frescor moderno. E o Dirty Honey pareceu compreender perfeitamente esse contexto, entregando um show seguro, consistente e cheio de identidade.

Formado em Los Angeles, o grupo surgiu na segunda metade da década de 2010, tendo como núcleo Marc LaBelle (vocal), John Notto (guitarra), Justin Smolian (baixo) e Jaydon Bean (bateria). Desde o início, a proposta do grupo foi clara: revisitar o hard rock dos anos 1970 sem cair na armadilha da simples imitação. Esse equilíbrio entre irreverência e autenticidade é, até hoje, uma das marcas mais fortes da banda.

A banda mostrou um nível de entrosamento que evidencia sua evolução nos últimos anos. John Notto se destacou nos riffs e solos, combinando precisão com feeling, enquanto a base formada por baixo e bateria sustentou o groove com firmeza. Esse conjunto sólido permitiu que o Dirty Honey explorasse nuances dentro de sua sonoridade sem perder impacto.

O repertório foi outro ponto forte da apresentação. Mesmo com um catálogo ainda relativamente enxuto em comparação a bandas veteranas, o grupo conseguiu montar um setlist envolvente, com músicas que dialogam bem com o público. Canções mais diretas e energéticas dividiram espaço com momentos mais trabalhados, criando um equilíbrio que valorizou a experiência ao vivo.

O futuro da banda parece promissor justamente por essa capacidade de equilibrar tradição e contemporaneidade. Em um cenário onde o rock frequentemente precisa reafirmar sua relevância, a banda surge como um exemplo de que ainda há espaço para novas vozes dentro do gênero, desde que haja autenticidade e compromisso com a essência musical.

Ao final de sua apresentação no Monsters of Rock, ficou a sensação de que o Dirty Honey não apenas conquistou o público brasileiro, mas também consolidou sua posição como um dos nomes mais interessantes da nova geração do hard rock. Se continuar nesse caminho, a banda tem potencial não só para dividir palco com lendas, mas para, no futuro, ser lembrada como uma delas.

Dirty Honey –  Allianz Parque – 04/04/2026

  1. Gypsy
  2. California Dreamin’
  3. Heartbreaker
  4. Another Last Time
  5. Won’t Take Me Alive
  6. Don’t Put Out the Fire
  7. Lights Out
  8. Rolling 7s
  9. When I’m Gone
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