SadBoots fala sobre ciclos da vida no versátil disco de estreia, Eventide

No primeiro full da carreira, quarteto belo-horizontino mantém a base de blues, stoner e grunge e adiciona novos ritmos

O ciclo da vida abraça distintos momentos, sentimentos e desfechos. É natural que turbulências sucedam a calmaria e vice-versa, num processo que requer muito da plenitude do indivíduo para alçar pontos finais e recomeços. Esta é a dinâmica sonora e lírica de Eventide, o álbum de estreia do quarteto mineiro – de Belo Horizonte – SadBoots. São 10 faixas que mostram a versatilidade da composição da banda, com base no blues, stoner e grunge, junto à novos elementos.

Ouça no streaming aqui: https://onerpm.link/509768801434.

Show de lançamento

Para celebrar o lançamento de “Eventide”, a SadBoots realiza um show no dia 10 de abril, domingo, na Casa Matriz, em Belo Horizonte, espaço recém inaugurado, resultado da fusão entre a Casa Cultural Matriz e a Casa do Jornalista. O evento começa às 16h.

A banda vai apresentar o álbum de estreia na íntegra e terá as participações especiais de Luciano Porto, Polly Terror e Ruth Flôres.

O show de abertura será do duo Lee and James, que apresenta o show de lançamento de seu primeiro single “The One”.

Eventide faixa a faixa

O disco começa com “Toreador”, que parte de uma citação à ópera Carmen, de Georges Bizet, para criar uma música dançante, comandada pelo baixo pulsante e a guitarra slide. “The Great Escape” mantém o clima com um riff dançante, um refrão forte e a presença marcante de sintetizadores. “Solstice Queen” chega com uma levada mais cadenciada, com bastante swing, um refrão pesado e bastante piano.

“Mynah Bird Song” começa à capella, apenas com voz e percussão, que logo são acompanhadas por um riff com bastante groove. A faixa traz diferentes ritmos e um refrão com bastante melodia. “Something in the Storm” fecha a primeira metade do álbum (como o Lado A de um LP) com uma faixa longa e introspectiva, com elementos de rock psicodélico, e belas melodias.

“Bad Juju” começa com bateria e a presença de vocais femininos, que dão lugar a um riff pesado, que remete à sonoridade de trabalhos anteriores da SadBoots, e traz um refrão percussivo ritualístico. “Silhouette in Blue” traz uma levada cheia de groove, marcada pela percussão, e um refrão melódico. “Exodus” é com certeza a música mais diferente gravada pela SadBoots até agora. Bateria, baixo, guitarra e sintetizador se misturam em uma levada introspectiva com influências de pós-punk.

“…In Lost Carcossa” retoma o groove em uma faixa com influências de funk rock e a presença marcante dos metais. “Wake me Up at Eventide” fecha o álbum em outra faixa longa, com influências de rock clássico, vocais femininos e uma explosiva sequência final de refrões e solos de guitarra, encerrando o disco como um grande show.

Sobre a SadBoots

Formada em 2016, em Belo Horizonte, a SadBoots aposta em uma sonoridade que agrega influências que vão da origem do blues dos anos 1930 ao rock feito nos anos 2000, passando pelo hard rock dos anos 1970 e o grunge dos anos 1990.

A proposta do grupo é deixar que cada música leve a banda para caminhos diferentes, de forma que a próxima faixa vai sempre surpreender o ouvinte e, ao mesmo tempo, soar familiar. Essas características fizeram com que o som da banda fosse definido pela mídia especializada como “inegavelmente moderno”.

Em 2020, já durante a pandemia, a banda lançou seu primeiro trabalho, o EP “Shoeshine”, com quatro faixas autorais. Uma das faixas do EP, “Seasick”, entrou na programação de rádios locais e internacionais e foi eleita uma das 50 melhores músicas de 2020 pela web rádio britânica Wigwam. No início de 2021, a SadBoots lançou o single “Hellhound Waltz”.

A faixa é inspirada nos primórdios do Delta Blues e na música clássica e ganhou um videoclipe que remete aos westerns e ao cinema expressionista alemão. O single foi lançado como uma transição entre o EP e o primeiro disco, “Eventide”.

A SadBoots faz parte do coletivo musical Última Gota Records, ao lado das bandas Ancestral Diva, Green Morton, Lee and James e Low Mantra.

Arte: Lucas Gomes

Eventide

  1. Toreador 3:23
  2. The Great Escape 3:42
  3. Solstice Queen 4:21
  4. Mynah Bird Song 3:15
  5. Something in The Storm 6:57
  6. Bad Juju 3:10
  7. Silhouette in Blue 4:21
  8. Exodus 5:51
  9. … In Lost Carcosa 3:45
  10. Wake Me Up At Eventide 7:48

Integrantes:
Lucas Gomes: Vocais e Percussão
Lucas Brito: Guitarras
Filipe Sartoreto: Baixo
Gustavo de Angelis: Bateria e Percussão

Todas as músicas são de autoria de Lucas Gomes, Lucas Brito, Filipe Sartoreto e Gustavo de Angelis.

Gravado em março de 2021 nos estúdios Última Gota, em Belo Horizonte – MG

Produzido, mixado e masterizado por Fábio Mazzeu.

Participações:
Luciano Porto: Teclados em “The Great Escape”, “Solstice Queen”, “Something in The Storm”, “Exodus” e “Wake Me Up At Eventide”
Polly Terror: Backing vocals em “Bad Juju” e “Wake Me Up At Eventide”
Ruth Flôres: Backing vocals em “Bad Juju” e “Wake Me Up At Eventide”
Pablo Ávila: Trompete e em “… In Lost Carcosa”
Mauro Moreira: Trombone em “… In Lost Carcosa”
Mariana Bosi: Sax tenor em “… In Lost Carcosa”

Eventide é resultado de um intenso trabalho de composição de Lucas Gomes (vocal), Lucas Brito (guitarra), Filipe Sartoreto (baixo) e Gustavo de Angelis (bateria), que começou logo após o lançamento do EP de estreia, “Shoeshine” (2020).

O resultado é um trabalho que mescla faixas diretas e dançantes, com referências ao rock contemporâneo, a outras mais longas e experimentais, que remetem ao rock clássico, sem deixar de lado o peso característico do som da SadBoots, na ativa desde 2016.

Com a ordem das músicas definida, a banda percebeu que as músicas iam se tornado mais obscuras, e após revisar a última faixa, definiram o nome do álbum. “Eventide” representa o sentimento de saber que eventualmente vai escurecer, representa a passagem do tempo e, como a letra da última música, nos lembra que também é legal aproveitar a noite e esquecer os dias de tempos em tempos.

A primeira parte do disco começa com músicas mais otimistas. Solstice Queen fala sobre um amor idealizado enquanto Mynah Bird Song é sobre aproveitar os detalhes da vida e do mundo. Something in the Storm, que marca a metade do álbum muda essa trajetória, um suspense que se aproxima assim como uma nuvem de chuva que cobre o sol.

Na segunda parte, as letras carregam uma aura mais sombria. No entanto, Wake Me Up at Eventide fecha o álbum com um tom otimista, como um recomeçar do ciclo do álbum, que também pode ser interpretado como o recomeço de um dia.

O álbum conta com a participação de Luciano Porto (Ancestral Diva, Lee and James) nos teclados, Polly Terror e Ruth Flôres nos backing vocals e um trio de metais formado por Pablo Ávila no trompete, Mauro Moreira no trombone e Mariana Bosi no saxofone. O trabalho foi produzido, mixado e masterizado por Fábio Mazzeu e gravado em março de 2021 nos estúdios do coletivo Última Gota Records, do qual a SadBoots faz parte.

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www.instagram.com/sadboots

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About Gustavo Diakov

Idealizador disso aqui, Fotógrafo, Ex estudante de Economia, fã de música, principalmente Doom/Gothic/Symphonic/Black metal, mas as vezes escuto John Coltrane e Sampa Crew.

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