Para marcar Dia Internacional da Síndrome de Down, nesta segunda-feira (21), banda Plural lança clipe com olhar familiar sobre a alteração genética

Abaixo o preconceito, a ignorância e a falta de alteridade. É o que anseiam pessoas com síndrome de down e aqueles a sua volta não apenas para o 21 de março, Dia Internacional da Síndrome de Down, mas sempre. Com objetivo de pontuar a data e visibilizar a causa, a banda Plural resolveu fazer um lançamento singular: o clipe da música ‘Coisas Tolas’. A composição é assinada pelo psicólogo Lucas Bramont, guitarrista e vocalista do trio, em homenagem ao irmão Nícolas Bramont, que tem o diagnóstico da alteração genética. Além de inspiração, Nícolas também é o protagonista do vídeo.

“Eu fiquei emocionado, meu brow fez uma música pra mim! Eu gostei. Eu fiquei feliz. Tudo isso que eu gostei. Eu te amo, meu brow”, afirma o jovem, faceiro com a honraria.

Assista ao clipe aqui: https://bit.ly/PluralCoisasTolas.

A produção revela o olhar de quem convive com um down, mostrando cenas do cotidiano. Algo que pode surpreender. Afinal, é basicamente uma rotina comum, que envolve diversão e compromissos. A ideia é ressaltar que a sequência diferenciada nos cromossomos não implica, necessariamente, em uma vida longe dos padrões tidos como normais. 

“Fui filho único até meus 16 anos e sempre sonhei em ter um irmão. Logo, o nascimento do Nícolas foi um marco na minha vida, uma revolução. A existência dele é, sem sombra de dúvidas, um sonho real e em contínuo florescimento”, confessa o primogênito, complementando sobre o tema que escreveu:

“As coisas tolas são todas aquelas que dificultam a jornada de ser o que se quiser ser. Como diz a letra: sobreviver sem se entregar a qualquer barreira que a vida criar / e ascender contra todo o mal que vier a te encontrar e vier a te enfrentar.”

De acordo com o guitarrista, ‘Coisas Tolas’ começou como uma espécie de empreitada solo. A faixa foi criada em 2014 e, no ano seguinte, ganhou uma gravação caseira, bem como um videoclipe com imagens ilustrando diferentes fases do crescimento de Nícolas. Agora, o tema ganha roupagem atualizada com a adição de Cassia Segal (voz) e Renato Siqueira (bateria), colegas de Lucas na Plural.

“Novamente eu filmei e editei, tendo como principal intenção mostrar o Nícolas bem de perto, oferecendo uma experiência imersiva e contagiante por meio de situações simples e de expressões cativantes”, destaca Lucas.

Sobre a intenção de criar um relato sensível sobre a própria vivência, o autor reflete:

“É muito intensa e mágica a experiência de ter o Nícolas como irmão. Ele ter síndrome de Down me influenciou, inclusive, na escolha pela formação em Psicologia e na atuação como acompanhante terapêutico (AT) na área de inclusão. Diversidade, inclusão e arte são fenômenos que podem dialogar de maneira brilhante desde que estejam envoltos pelo acolhimento, pelo interesse, pela entrega e pela sensibilidade.”

Segundo Lucas, fazer o lançamento da produção audiovisual no Dia Internacional da Síndrome de Down reforça a importância da visibilidade e do protagonismo como poderosas e efetivas formas de provocar reflexões e mudanças, individuais e coletivas, rumo à aceitação da diversidade.

Sobre a Plural:

O mundo nos joga para a individualidade e nos cobra que sejamos originais. Mas é preciso também pensar no coletivo sem esquecer-se da própria identidade. Essa é a premissa da banda Plural, que levanta a bandeira da diversidade, de se acolher o diferente, de se conviver harmoniosamente com as particularidades que constituem nossas relações. E também, claro, de trabalhar o ecletismo e suas possibilidades dentro da música. 

Formado em 2018, o trio porto-alegrense aposta numa mistura dialética entre força e sutileza. As composições bem arranjadas, que por vezes carregam certa tensão no instrumental em contraposição ao vocal limpo e marcante, ressaltam essa característica. O grupo apresenta influências que variam do rock mais visceral à MPB, e essas referências ajudam na construção de uma sonoridade que traz à tona vivências de cada um dos três integrantes — Cassia Segal (voz), Lucas Bramont (guitarra e voz) e Renato Siqueira (bateria).

“Plural é uma palavra potente e curta, que diz muito com pouco”, sintetiza Lucas sobre a alcunha do conjunto. 

A concepção para a empreitada musical surgiu depois que o guitarrista e compositor reencontrou a cantora e amiga, com quem já dividiu projetos no passado. Além de tocarem juntos durante um período no Ensino Fundamental, Lucas e Cassia foram parceiros na banda Redoma. Já Renato, conhecido da dupla, chegou um pouco depois e também trouxe a experiência de quem tem projeção no cenário rocker, pois é o responsável pelas batidas na It’s All Red.

O curto tempo na ativa já rendeu alguns registros para a Plural. São quatro músicas nas plataformas digitais, quatro videoclipes oficiais, três lyric videos e inúmeros registros ao vivo no estúdio e em casa. Não fosse a pandemia e algumas mudanças pessoais no percurso, o trio já teria expandido a discografia. No momento, a banda trabalha em algumas gravações que devem resultar em novos lançamentos este ano.

Ouça e tire suas conclusões. E não esqueça: seja singular, pense Plural.

Spotify: https://spoti.fi/3kfjT5r

YouTube: https://bit.ly/3gnV8mw

Instagram: www.instagram.com/plural.rock

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About Gustavo Diakov

Idealizador disso aqui, Fotógrafo, Ex estudante de Economia, fã de música, principalmente Doom/Gothic/Symphonic/Black metal, mas as vezes escuto John Coltrane e Sampa Crew.

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