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O Andrei Lopes, amigo de longa data e Também redator do sonoridade Underground me desafiou a listar 7 discos que marcaram minha vida de alguma forma.

Meu gosto musical sempre foi variado, mesmo sempre pendendo um pouco mais pro lado da “trevosidade”. Cresci ouvindo de heavy metal clássico, até as bandas undergrounds de diversos estilos, então citar apenas 7 discos foi bem complicado haha.

O certo seria um disco por dia, durante 7 dias com postagens lá no Facebook, mas resolvi compartilhar aqui no site, com todos vocês que acompanham o Sonoridade Underground.

Os álbuns não foram listados por ordem de preferência.

1 – Kiss – Destroyer (1976)

Esse vem direto da coleção de vinis que era do meu pai, após seu falecimento foi passado para meu irmão, e consequentemente após o falecimento dele, ficou sob minha custódia.

O disco é marcante pra mim em vários quesitos, começando pela capa que me chamava a atenção quando eu tinha aproximadamente 10 anos, adorava ver as roupas e as maquiagens e achava o máximo.

Obviamente que na época eu tinha noção nenhuma de estilos musicais, mas curtia muito as músicas, e era um som que estava acostumado por ouvir outras bandas da época, mas sem dúvida nenhum aquele era meu preferido. E o que mais me recordo, era de sempre escutar o disco com meu irmão, pelo menos umas duas vezes seguidas, o som dos integrantes consertando o carro no início do vinil, e logo no final a batida era sensacional, me perguntava “como eles faziam isso”.

2 – Deftones – White Pony (2000)

Já começando a formar meu próprio gosto musical, vem essa obra prima do Deftones, que sem dúvidas marcou a adolescência daqueles que assistiam a MTV na época.

Já conhecia o Deftones nessa época, conheci através do “Adrenaline”, mas não cheguei a ouvir com frequência. O White Pony foi diferente, acho que eu ouvi esse álbum mais que a própria banda hahaha.

Grandes hits da banda saíram desse álbum, “Change” “Knife Party” e a clássica “Back to School” que eu precisei colocar o clipe aqui.

3 – Paradise Lost – Draconian Times (1995)

Cara, esse disco é um dos mais importantes pra qualquer fã de Doom/Gothic. O Paradise foi um dos principais percursores do estilo, e esse álbum é referência até hoje.

Certamente eu não lembro exatamente quando conheci a banda, mas acho que foi algo perto de 2005/2006 com o álbum “In Requiem” Naquela época não tinha spotify, mas tinha Torrent, então eu fui lá e baixei a discografia completa, e a paixão pelo álbum veio logo de cara, com a capa.

“Hallowed Land” e “Forever Failure” são as minhas favoritas, inclusive, a intro de “Forever Failure” é uma fala do Charles Manson.

4 – Tristania Widow’s Weeds (1998)

Continuando nas “trevosidade” o Tristania é outra grande banda do estilo que marcou minha vida, mas esse álbum em especial, com uma atmosfera bem arrastada, e músicas que intercalam guturais e vocais limpos, o álbum se difere de qualquer outro trabalho da banda (na minha opinião).

O Tristania eu conheci na mesma época do Paradise Lost, e não foi muito diferente, eu baixei a discografia e ouvi album por album, tá certo que na época eram só 4 álbuns, então foi mais fácil escolher tão álbum eu iria ouvir até arranhar haha.

5 – Sisters of Mercy – first and last and always (1985)

Quando eu comecei a conhecer o estilo Doom/Gothic eu conheci inúmeras bandas dos respectivos estilos, além das vertentes, mas a minha curiosidade foi além disso e eu quis descobrir como começou tudo isso, e ai eu cheguei no Post-punk e suas principais bandas do estilo, é uma delas é o SOM, além de muitas outras que eu poderia listar aqui, mas vamos seguir com o foco.

First and last and always é o album de estreia da banda, que só lançou apenas três albuns de estudio. O álbum tem grandes músicas, que até hoje comandam algumas pistas de dança da capital Paulistana como “Black Planet”, “Walk Away” e “Amphetamine Logic”, alem disso o album foi considerado “o pilar da subcultura gotica” e esta entre os 10 principais albuns do estilo.

6 – Gorgoroth – Pentagram (1994)

Gorgorth foi uma das primeiras bandas de Black metal de verdade que eu tive a oportunidade de conhecer, ao lado do Carpathian Forest, entre outras. Quando conheci o trabalho deles também baixei a discografia completa (se você é um viciado em musica, e tinha acesso a internet nos anos 2000 aposto que seu PC era cheio de discografias e cavalos de tróia haha) e escutei todos os 7 álbuns na época, mas o pentagram se tornou meu favorito por ser bem cru e bem ‘’roots’’.

7 – Agnostic Front – Warriors (2007)

O Hardcore também tem uma importância muito grande na minha vida e não é justo deixar isso de fora, e eu escolhi esse álbum do Agnostic Front pra representar o estilo, afinal de contas, nada mais justo. Ouvi esse cd na época do lançamento, mas cheguei até ele por conta do clipe “for my family” e achei sensacional, então fui e baixei o cd e escutei até decorar todas as músicas, e através do agnostic, eu conheci outras bandas importantes do estilo, como Sick of it All, Madball, Terror, Hatebreed e muitas outras, além de ajudar a conhecer e entender o estilo Oi!

Como de costume, depois eu baixei a discografia, ouvi os álbuns e nisso o Agnostic Front se tornaria uma das minhas bandas de cabeceira. Não muito importante, mas a título de curiosidade a minha tatuagem do peito “For my family for my friends” é em referência a música desse álbum.

Bônus

 Linkin Park – Hybrid Theory. (2000)

Esse cd é essencial pra qualquer pessoa independente do gosto musical. Não tem muito o que falar desse álbum, só sentir haha.

É um álbum extremamente importante pra cultura New metal, e pra própria banda, que atingiu o sucesso graças a ele. O álbum tem um misto de pickups, riffs, as vezes mesclados em duas guitarras, guturais e vocais limpos, falando assim parece uma tremenda bagunça, mas foi isso que trouxe o brilho do Linkin Park.