Deathstars retorna ao Brasil, após 9 anos, em exposição dedicada ao Horror

 

Na última sexta-feira (18), a banda de metal industrial retornou ao Brasil, após 9 anos de sua primeira apresentação por aqui no Carioca Club em 2010. Com os integrantes Whiplasher nos vocais, Skinny Disco no baixo, Marcus na bateria e Eric Cat fazendo as guitarras base e solo, não deixando nada a desejar, mediante a ausência do guitarrista Nightmare Industries que não veio por motivos desconhecidos.

As estruturas destinadas no evento para o show, com um palco relativamente baixo, e backstage acessível a vista dos fãs, trouxe a possibilidade de muitos verem seus ídolos bem de perto, seja enquanto se maquiavam para a apresentação com as portas dos camarins abertas, ou enquanto transitavam para ir ao banheiro, ou pegar uma cerveja.

Com um pequeno atraso no horário pré definido na divulgação do evento, a banda inicia seu setlist, que seria extenso, e repleto de seus maiores clássicos, sendo recepcionada por fãs de longa data e também os curiosos que ali estavam, a princípio, pela exposição.

Com sua majestosa intro, Night Eletric Night abre o show, porém com alguns problemas técnicos que deixavam a voz de Whiplasher pouco audível, sendo isto, sinalizado por ele mesmo aos técnicos da mesa de som.  Alguns poucos estrofes, ele se aproxima a frente do palco, e acaba sofrendo uma queda, nada de grave, sendo amortecida pelo caloroso público que ali estava, ele ali segue até o final dessa música com um sorriso amarelo no rosto.

 

Cat Casino

 

A envolvente “Death Dies Hard” faz com que as vozes, até então tímidas do público, sejam entoadas em alto e bom som, na ponte para o refrão, sendo maestradas por Skinny Disco.

A banda possui seu estilo próprio, devido a homogeneização da personalidade de cada um de seus integrantes, Skinny se encarrega de dar o peso e pegada da banda com seu baixo, backing vocals guturais rasgados e dreads esvoaçantes, Cat com sua aparência andrógina traz o Glam a banda, oriundo de Bowie e Hard rock dos anos 80, para o industrial contemporâneo que eles executam, mas com os trejeitos típicos que faz as garotas suspirarem, Whiplasher tem um vocal grave que agrada aos fãs do gótico mais clássico, mas fisionomia cativante e diálogos envolventes com o público no palco, e desenvoltura dançante em sua presença de palco.

O público recebe Motherzone e Cyanide com gritos de satisfação

Uma rápida pausa, e o Encore, com a bem executada Virtue to Vice, uma volta as raízes com a pesada Revolution Exodus, e o encerramento com Blitzkrieg, cantada em alto e bom som pelo público, já com sentimento de despedida, encerram a apresentação da banda.

Que dali, ainda seguiriam para a casa noturna Madame club, com discotecagem especial dedicada a carreira deles, e a possibilidade aos fãs de tirar fotos e ter uma boa conversa boêmia com os mesmos!

 

Confira o setlist:

  1. Night Electric Night
  2. Metal
  3. Death Dies Hard
  4. Tongues
  5. Fire Galore
  6. Semi-Automatic
  7. The Fuel Ignites
  8. Trinity Fields
  9. Motherzone
  10. Play God
  11. Synthetic Generation
  12. The Perfect Cult
  13. Chertograd
  14. Mark of the Gun
  15. New Dead Nation
  16. All the Devil’s Toys
  17. Cyanide
  18. Blood Stains Blondes
  19. Virtue to Vice
  20. The Revolution Exodus
  21. Blitzkrieg

 

 

Texto: Andrei Lopes

Fotos: Gustavo Diakov

Galeria de fotos: https://flic.kr/s/aHsmHNhpu6

Agradecimentos: Expo Horror 2019 /  Andrei Lopes